Começa esta terça-feira a última semana da Volta a Itália. João Almeida continua a ser a surpresa da corrida, liderando desde o terceiro dia. Faltam seis etapas, incluindo umas bem difíceis de alta montanha. No domingo, o ciclista da Deceuninck-QuickStep segurou a camisola rosa, mas viu a sua diferença cair de 56 segundos para 15.

- - - Pub - - -

Specialized Recolha em Loja

O holandês Wilco Kelderman (Sunweb) é a maior ameaça, com toda a restante concorrência a estar a quase três minutos de distância, ou mais. E não esquecer que João Almeida é ainda o líder da juventude, com 2:56 minutos sobre o australiano Jai Hindley (Sunweb), que é o terceiro classificado na geral.

Podes ver aqui a classificação após 15 etapas (via ProCyclingStats) e em baixo mostramos os perfis das etapas que faltam na 103ª edição do Giro.

16ª etapa (terça-feira): Udine – San Daniele del Friuli, 229 quilómetros

Já se viu neste Giro o que pode acontecer neste tipo de etapa. Será um sobe e desce constante e haverá rampas complicadas. Perto do final, uma terá 16%. Falta saber se os adversários do português vão esperar pela alta montanha, ou se podem tentar surpreender logo no regresso da folga.

17ª etapa (quarta-feira): Bassano del Grappa – Madonna di Campiglio, 203 quilómetros

Haverá alianças? Só a Sunweb tem demonstrado ter um grupo mais coeso em redor do seu líder, Wilco Kelderman. Os restantes pretendentes à rosa podem tentar alianças que ajudem a quebrar João Almeida. James Knox e Fausto Masnada serão muito importantes na ajuda ao português na alta montanha. E quem sabe, Ruben Guerreiro (EF Pro Cycling) possa dar o seu apoio, mas também tem a camisola da montanha para se preocupar. Perdeu-a para Giovanni Visconti (Vini Zabù-KTM), no domingo, com 31 pontos a separá-los no final da 15ª etapa.

18ª etapa (quinta-feira): Pinzolo – Laghi di Cancano, 207 quilómetros

Etapa brutal (mas haverá pior), com passagem pelo mítico Stelvio e pelo lado mais difícil, pois claro! 25 quilómetros a 7,5% de pendente média. Cerca de metade desses quilómetros, os ciclistas estarão a mais de dois mil metros de altitude. Dia a não perder e será proibido falhar entre os candidatos. Mas o desgaste já será grande.

19ª etapa (sexta-feira): Morbegno – Asti, 253 quilómetros

Tirada que deverá servir para recuperar um pouco o fôlego para sábado e será também um prémio para os sprinters que resistirem.

20ª etapa (sábado): Alba – Sestriere, 198 quilómetros

Último dia em linha. E o que se pode dizer sobre aquela que é considerada a etapa rainha?

Colle dell’Agnello (topo a 2744 metros de altitude), Col d’Izoard (2360) e Col de Montgenèvre (1854), com Sestriere (2035) para terminar. Cerca de 55 quilómetros vão ser passados a subir. O acumulado no final será de mais de cinco mil, com pendentes entre os seis e oito por cento, máximas a rondar os 15… Se João Almeida chegar de rosa a este dia, será um final que promete ser memorável.

21ª etapa (domingo): Cernusco Sul Naviglio – Milano (CRI), 15,7 quilómetros

O Giro tem, por vezes, optado em tempos recentes por não ter etapa de consagração. No entanto, este contra-relógio só terá um maior impacto na geral se as diferenças forem muito curtas. Bom dia para Filippo Ganna fazer o pleno de vitórias nos contra-relógios do Giro.

GoRide

Subscreve a Newsletter GoRide!

Todos os artigos diretamente no teu email.