Uma semana depois de vencer a Strade Bianche, Wout van Aert já tem o seu monumento. E aos 25 anos é provável que seja apenas o primeiro. O belga da Jumbo-Visma mostrou novamente toda a sua classe frente ao ciclista que em 2019 alcançado precisamente estas duas vitórias. Julian Alaphilippe tentou fazer o mesmo jogo que há um ano o ajudou a vencer a Milano-Sanremo, mas Van Aert não foi na conversa. Foi um final espectacular para uma corrida que foi preciso esperar cinco meses para a ver na estrada.

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A clássica da Primavera, normalmente disputada em março, teve uma meteorologia bem à imagem do verão que se vive: quente! Além disso, foram 305 quilómetros! Esta prova costuma rondar os 300, mas com algumas habituais localidades a não querer receber a prova em 2020, a alteração do percurso – foi mais para o interior e não tanto junto à costa – provocou esta quilometragem muito longa.

Foi dentro dos 50 quilómetros finais que a velocidade aumentou e a tradicional Cipressa fez a primeira seleção no pelotão. Não foi dia para sprinters puros. No Poggio houve o ataque decisivo. Até foi o vencedor de 2018 que iniciou o que haveria de singrar. Vincenzo Nibali (Trek-Segafredo) mexeu, mas o vencedor de 2019 respondeu, ganhou vantagem e só Van Aert foi com ele, ainda que tenha perdido um pouco o contato a certa altura.

Porém, foram juntos para o sprint final. Alaphilippe (Deceuninck-QuickStep) tentou poupar-se como o fez em 2019, atrás então de Peter Sagan (Bora-Hansgrohe). Mas desta feita, Van Aert teve pernas para não se deixar enganar! O belga arrancou para uma grande vitória. Alaphilippe até pode ter pago um pouco o esforço de ter de recolar no pelotão quando teve um problema com a sua bicicleta, contudo, o mérito é todo de Van Aert.

Classificação da Milano-Sanremo, via ProCyclingStats.

Dia de triunfos

Esta até foi a segunda vitória do dia para a Jumbo-Visma, pois Primoz Roglic venceu a segunda etapa do Tour de l’Ain e lidera com dez segundos de vantagem sobre Egan Bernal (Ineos). A tirada ficou marcada por um execional trabalho da Jumbo-Visma que quebrou a equipa rival.

O português João Almeida (Deceuninck-QuickStep) voltou a fechar no top dez e assumiu a liderança da juventude. Tem 1:04 minutos de vantagem sobre Ilan van Wilder, da Sunweb, quando falta uma etapa para terminar a corrida francesa.

Classificações do Tour de l’Ain, via ProCyclingStats.

E na Polónia…

Por falar da Deceuninck-QuickStep, Remco Evenepoel fez uma daquelas exibições que já se lhe conhece na Volta à Polónia. Fugiu sozinho a 50 quilómetros do fim, destemido e ninguém o apanhou. Venceu a etapa – dedicou a Fabio Jakobsen -, já é líder e tem 1:48 minutos sobre Jakob Fuglsang (Astana). E como este domingo é um dia para sprinters, Evenepoel está perto de manter o pleno: vence todas as corridas em que entra: Volta a San Juan, Algarve, Burgos e agora pode então vencer na Polónia.

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A confirmar-se será uma conquista importante para a equipa também por o que aconteceu na quarta-feira, com a queda gravíssima de Fabio Jakobsen a marcar desde já a temporada.

Classificações da Volta à Polónia, via ProCyclingStats.

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