Jonathan Milan tinha lançado a candidatura à vitória nesta edição do Giro na terceira etapa, segunda-feira, e ao quarto dia de prova foi admitido na elite de velocistas da Volta a Itália, um lote dos melhores do mundo a que falta apenas talvez o maior, Jasper Philipsen.

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O jovem sprinter italiano já tinha vencido no Giro, em 2023, na sua estreia, e agora ganhou uma segunda vez. Curiosamente, fê-lo no mesmo dia 7 de maio. Uma data que terá razões para passar a celebrar: as suas duas únicas vitórias, até ao momento, em grandes voltas.

Batido por Tim Merlier (Soudal Quick-Step) na véspera, em Fossano, Milan impôs-se desta vez não só ao belga, mas a Kaden Groves, Phil Bauhaus e Olav Kooij, que ficaram imediatamente atrás de si e à frente do detentor da camisola lilás Ciclamino (Pontos), que o transalpino também arrebatou, premiando um impressionante trabalho coletivo da sua equipa do início ao final da etapa, incluindo no lançamento do sprint pelo seu companheiro de equipa Simone Consonni.

Mas no segundo dia de velocistas, tal como no primeiro, estes não viram a vitória garantida até bem perto da chegada. Na segunda-feira, na terceira etapa, foi Tadej Pogacar a atacar e a ser alcançado a cerca de 200 metros da meta, e ontem, foi Filippo Ganna, mas mais longe do que o esloveno (e Geraint Thomas), a 700.

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O italiano (INEOS Grenadiers) destacou-se a cerca de 3 quilómetros da meta, numa ligeira subida, Capo Mele, um dos célebres capos da clássica Milão-Sanremo, no entanto foi alcançado pelo pelotão.

Nota final para as estratégias de economia de esforço das principais equipas com pretensões à geral, cuja maioria dos corredores importantes no apoio ao líder alivia os pedais a uns bons quilómetros da meta, reservando-se para as tarefas importantes. Muitas e exigentes que aí vêm.


Crédito da imagem: Giro d’Italia Twitter

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