Tadej Pogacar é o que é, um competidor inveterado e não deixa passar uma oportunidade de ganhar. Apesar de ter relativizado, em antevisão à sua participação no Giro, a vitória na primeira etapa e a consequente conquista madrugadora da camisola rosa, o esloveno lutou por estas conquistas com todas as forças, como se fossem as mais importantes da corrida italiana que ainda agora começou.

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De resto, Pogacar e a Emirates rapidamente denunciaram ao que vinham, controlando a corrida desde o início, assumindo os desgastes nas subidas e até fazendo entrar desde já em ação o melhor tenente de montanha, o polaco Rafal Majka, o que deverá ficar o mais tempo possível ao lado do líder nas ascensões maiores que estão por vir e são tantas.

Depois, Pogacar atacou ao seu estilo, aquele em que costuma ser irresistível, mas surpreendeu ao não conseguir desenvencilhar-se de um corredor, que sobressaia na sua roda com camisola branca com a bandeira do seu país, o campeão do Equador. Jhonatan Narváez. Uma surpresa, não há dúvida. Conheciam-se os talentos de ‘classicómano’ do corredor da Ineos, mas aguentar Pogacar!? Não estávamos à espera. Mesmo numa subida curta e explosiva como aquela última da etapa.

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Por isso, Narváez mereceu o prémio da vitória e da ‘maglia rosa’. Mas na segunda etapa, este domingo, deverá despedir-se dela… A subida final será demasiada para ele. E pelo que se viu este sábado, Pogacar vai redimir-se e subir à liderança da geral.

Se vencerá a etapa? Isso já não é tão certo, porque isso implica que a UAE volte a ter de controlar a corrida, acumulando mais fadiga nos seus corredores, que, a propósito, não pareceram tão capazes de o fazer como se imporia numa equipa liderada por Pogacar. Essa aparente menor capacidade dos Emirates – Pogacar caracterizou-a nesta primeira etapa, dizendo diplomaticamente que “não correr como nós esperávamos na parte final», referindo-se aos ataques finais do grupo de Maximilian Schachmann.

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No entanto, o esloveno deverá ser capaz de sozinho ou apenas com o apoio de Rafal Majka, impor-se nas montanhas, porque os adversários são claramente inferiores. Por falar neles, Romain Bardet foi a primeira desilusão. O francês cedeu na penúltima subida (2.ª categoria), acusando a síndrome da primeira etapa seletiva que costuma vitimar algumas figuras nas grandes voltas.

Os restantes minimizaram as perdas, incapazes de seguir Pogacar, juntaram-se num pequeno grupo de elite e perderam apenas 10 segundos. No entanto, os indicadores foram claros: dificilmente Thomas, Martinez, O’Connor, Uijtdebroeks & Cia. conseguirão acompanhar o esloveno na alta montanha. E a subida final da etapa deste domingo (2.ª) provará ou contrariará esta opinião.


Crédito da imagem: UAE Emirates Twitter 

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