Antes de mais, queremos sublinhar que não queremos com este artigo ensinar seja quem for a lavar os seus equipamentos de ciclismo! Sabemos perfeitamente que toda a gente sabe fazer isso e trata da melhor forma da roupa que usa quando vai pedalar…

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Queremos apenas dar alguns conselhos e indicações relativamente ao que fazemos, nos nossos casos, e consoante a nossa experiência. Se tens outros “truques” e dicas para dar, aceitamos, escreve-nos ou deixa o teu comentário nas nossas redes sociais!

Refira-se também que, entre os oito conselhos neste artigo, os três primeiros são considerações e depois os outros cinco são sim conselhor práticos para lavar/tratar da roupa e equipamentos de ciclismo. Já lá vamos.

Agora, e dito isto, é um facto que o suor excessivo, a poluição e até as bactérias do nosso corpo são agentes que ficam “invisíveis” no nosso equipamento após o uso. Não lavar/limpar o equipamento pode ser muito prejudicial tanto para a “saúde” da roupa como para a nossa saúde.

A sujidade que adere aos equipamentos de ciclismo vinda da água da estrada é um dos maiores motivo para mantermos sempre em condições o nosso equipamento, mas há mais fatores. O suor (e tudo o que é libertado com ele), a poluição no ar e no chão…

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‘Tratar’ bem os equipamentos de ciclismo…

Antes de mais, ficam então três considerações sobre agentes que , ainda que “invisíveis”, “atacam” as nossas roupas (e o ciclista!):

1. Transpiração

Um “produto” natural gerado pelo nosso corpo e que não queremos manter nos nossos equipamenos de ciclismo, certo? O suor serve, entre outras funções, para regular a temperatura corporal e expulsar toxinas, sendo que é constituído por água, sal, ureia, outras substâncias orgânicas e lactato.

Isto quer dizer que a transpiração gera bactérias que, com o passar de algum tempo, criam maus odores (nas roupas de licra e/ou poliéster este problema ainda é pior!) e podem chegar a provocar irritações na pele. Pode parecer exagerado, dependendo do tipo da tua pele, mas o risco existe.

A nível estético, devido à transferência de sais minerais, o suor ao secar deixa marcas e manchas brancas.

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2. Poluição

Mesmo que não haja muito trânsito nas estradas onde andas, a atmosfera à volta está carregada de poluição, ainda para mais se não chover. Ao nosso equipamento agarram-se pouco a pouco micropartículas que provêm dos gases gerados pelos veículos motorizados , sujando-o.

Isto também acontece quando a estrada está molhada e há água a ser projetada das rodas para o nosso equipamento. Como sabemos, esta água nunca está limpa e pode conter restos de combustível, óleo e outras substâncias poluentes que não fazem bem à pela e estragam a roupa se não a lavarmos devidamente.

3. Tratamento anti-bacteriano

É muito normal que todos os teus equipamentos de ciclismo tenham tecidos e partes acolchoadas a que foram aplicados tratamentos anti-bacterianos. Mas isso não quer dizer que não os tenhamos de lavar como deve ser.

Todos estes tecidos estão em contacto com a nossa pele, também com as nossas partes mais íntimas, e é preciso que eventuais bactérias e fungos, muitas vezes causados apenas pela transpiração, sejam eliminados. Com a lavagem sabemos que esse tratamento anti-bacteriano permanece eficaz.

Calções, jerseys, luvas e meias

Digamos que as roupas estão confecionadas com tecido exclusivamente e que não têm, geralmente (atenção às luvas) outro tipo de materiais:

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4. Instruções de lavagem

Lê atentamente as instruções de lavagem de cada peça e, sobretudo, usa do bom senso… Não utilizes detergentes agressivos, amaciadores (estes últimos reduzem significativamente a espuma das almofadas dos calções…) ou temperaturas excessivamente altas (a maioria das marcas refere que não devem passar os 30 a 40 graus).

Não deixes a roupa no cesto durante muito tempo, pois qualquer resto de água suja ou lama demorará mais a sair passado algum tempo. Verifica se tens algo nos bolsos: não convém ir para a máquina plásticos das barras e dos géis, muito menos uma câmara de ar!

Na maioria dos casos, não se recomenda o uso de centrifugação, por isso terás depois de escorrer as peças (sem apertar ou torcer) ao tirá-las da máquina. Remove o máximo de água possível; se sair ainda alguma espuma, o melhor será enxaguar mais um pouco.

5. Fechos ‘fechados’!

Quando meteres a roupa na máquina, fecha todos os fechos dos bolsos. Assim estes não se estragem com as “voltas” dentro da máquina evitam-se deformações nos plásticos devido à alta temperatura da água. Atenção aos velcros, que “sofrem” muito e podem prender-se a outras roupas.

E não será má ideia revirar a roupa para que o detergente não incida diretamente sobre os desenhos e as cores dos equipamentos de ciclismo.

6. Máquina de secar? Não!

Na hora de secar, nem todas as roupas podem ser colocadas nas máquinas de secar (lê as instruções que estão na etiqueta). Se for possível, vê se a tua máquina tem algum programa próprio para roupa do género, pois queremos evitar que encolham!

O melhor mesmo é secar os equipamentos na corda, naturalmente, sem que o sol incida diretamente nos mesmos (para não danificar as cores). Nunca sobre um aquecedor! Um método que por vezes usamos é pendurar os calções, meias e luvas numa parte à sombra na varanda ou deixar secar em cabides dentro de casa (desde que não gere demasiada humidade).

7. Passar a ferro? Também não!

Engomar, como é óbvio, está fora de questão! Muito menos licra.

8. Não deixes para depois…

Se tens de deixar a roupa no carro depois da volta e não a podes colocar logo a lavar (algo que acontece muitas vezes, como sabemos), não a metas toda transpirada e suja dentro de uma mala ou saco de plástico. Isto retarda o desaparecimento da humidade e cria mau cheiro.

Tenta deixar os equipamentos na mala do carro, por exemplo, sobre um plástico ou sobre algo, permitindo alguma “respiração”.

E o capacete?

Algumas dicas extra para manteres os teus capacetes sempre impecáveis:

  • Claro que o capacete não vai à máquina, mas as pequenas “almofadas” do interior podem ir. Mas será melhor lavá-las à mão, debaixo de água fria e corrente da torneira, e com um pouco de sabão neutro. Cuidado com os velcros de fixação.
  • Se não te apetecer separar as coisas, mete o capacete diretamente debaixo de água e limpa-o por completo. Não há problema. Mas o melhor será limpá-lo tranquilamento com um pano suave, para não danificares o verniz protetor da pintura.
  • Elimina o excesso de água com um pano limpo ou com papel de cozinha, deixando-o depois a secar ao ar.
  • Muita atenção a fontes de calor próximas, pois os diferentes plásticos que compõem o capacete são sensíveis (deformam-se com facilidade). Cuidado ao deixar os capacetes no carro no verão, já que com as altas temperaturas podem sofrer danos.
  • Quanto às cintas e fitas de ajuste: podes sempre removê-las e deixá-las de molho. Depois basta enxaguá-las.

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Artigo redigido por José Escotto e editado por Jorge Lopes. Caso detetes algum erro ou tenhas informação adicional que enriqueça este conteúdo, por favor entra em contacto connosco através deste formulário.

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