Como equipa, tornou-se numa das mais importantes do pelotão internacional, vencendo inclusivamente a Volta a França com Cadel Evans em 2011, mas com muitas mais vitórias nas principais corridas mundiais. No entanto, depois de 12 anos de história, a BMC deixou de patrocinar uma equipa, mas não deixou o World Tour e prepara-se para reforçar a sua presença.

A marca suíça vai ser a fornecedora de bicicletas da AG2R em 2021, equipa francesa que se prepara para entrar numa espécie de nova fase da sua longa vida ao mais alto nível. Além de passar a ser a AG2R Citröen, vai então trocar de bicicletas, deixando as Eddy Merckx que os ciclistas usam desde 2019. O contrato com a BMC está fechado até 2023.

A partir da próxima temporada, a AG2R terá então três modelos da BMC à disposição: a Teammachine SLR01 (mais adequada para quando surgirem as grandes subidas – na fotografia em cima), a Timenachine Road 01 (a versão mais aerodinâmica, para as corridas mais planas) e ainda a Timemachine para o contrarrelógio.

Com este acordo com a AG2R, a BMC poderá estar com duas equipas no World Tour. Este reforço na presença está dependente do futuro da NTT, equipa sul-africana que passa por algumas dificuldades, devido à pandemia. A BMC tem mais um ano de contrato com a NTT, pelo que se a equipa continuar na estrada, o nome que fez história como uma das melhores estruturas mundiais, que chegou a ter inclusivamente uma equipa de desenvolvimento, vai manter-se forte no ciclismo mundial, mesmo que tenha apostado numa forma diferente de investir.

“Estamos felizes em dar as boas vindas à BMC como nossa parceira de bicicletas. Esta marca reconhecida internacionalmente tem muita experiência no pelotão profissional e oferece bicicletas de elevada qualidade”, salientou Vincent Lavenu, patrão da AG2R, ao ser anunciado o acordo. Acrescentou ainda que acredita que a parceria vai resultar na concretização das ambições desportivas, salientando como o contrato de três anos demonstra a confiança na BMC.

Equipa da AG2R que terminou a Volta a França, no passado domingo © Team AG2R La Mondiale

Mudanças na AG2R

A BMC vai chegar num ano de algumas mudanças para a formação francesa. O seu líder de muitos anos, Romain Bardet, decidiu procurar um novo desafio na Sunweb, assim como Pierre Latour, outro dos homens para as grandes voltas, que está de saída para a Total Direct Energie.

A equipa tem estado ativa no mercado e aproveitou a instabilidade na CCC (ainda à procura de definir o seu futuro, com a saída do seu principal patrocinador) e contratou Greg van Avermaet e Michael Schär, curiosamente dois ciclistas que fizeram parte da BMC. O companheiro destes na CCC, Gijs van Hoecke, também é reforço, assim como Stan Dewulf, da Lotto Soudal. Todos serão importantes para criar um bloco muito interessante nas clássicas, que conta com Oliver Naesen como líder neste momento.

Lilian Calmejane (Total Direct Energie) será ciclista para as provas por etapas, enquanto Bob Jungels é homem para as clássicas das Ardenas e está desejoso de se afirmar definitivamente como voltista, numa equipa com maior apoio para este tipo de pretensão, algo que não acontece na Deceuninck-QuickStep, mais virada para caçar etapas e, claro, dominar nas clássicas. Os planos podem mudar com Remco Evenepoel, mas Jungels não quis ficar em segundo plano e procurou também ele um novo desafio.