O veterano de 41 anos Alejandro Valverde (Movistar) mostrou aos mais jovens – a maioria dos seus adversários – que ainda pode vencer em grandes competições, e impõe-se ao seu estilo, com um longo sprint em subida, à chegada a Le Sappey-en-Chartreuse, na etapa 6, a primeira jornada de montanha do Critérium du Dauphiné de 2021.

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O espanhol bateu o jovenzinho Tao Geoghegan Hart (Ineos Grenadiers), num duelo palmo a palmo, remetendo o britânico para a segunda posição, num dia em que primeiras subidas mais exigentes da prova não fizeram a seleção entre os principais candidatos à camisola amarela no final.

Contudo, o líder da corrida à partida para esta etapa, Lukas Pöstlberger (Bora-Hansgrohe), ficou para trás no Col de la Porte e terminou a 8.12 minutos do vencedor, perdendo a camisola amarela.

Após uma série de ataques de Geoghegan Hart, Sepp Kuss (Jumbo-Visma), Miguel Angel Lopez (Movistar) e David Gaudu (Groupama-FDJ), o inglês da Ineos insistiu a 300 metros da meta e parecia ter boas condições de vencer a etapa. No entanto, o experiente e ainda explosivo Alejandro Valverde foi mais rápido do que o vencedor do Giro de Itália de 2020 e conquistou a sua segunda vitória em 2021, depois do GP Miguel Indurain.

Após a chegada, Valverde abraçou o seu companheiro de equipa Miguel Angel Lopez, que lançou o seu derradeiro ataque. “Estou muito feliz por vencer aos 41 anos. Em primeiro lugar, devo agradecer à minha equipa, que tem trabalhado incrivelmente durante toda a semana. Na parte final, ‘Superman’ Lopez disse-se ‘vou puxar’, e eu respondi ‘tudo bem’. Para ser honesto, tenho que agradecer-lhe, pois fez um trabalho incrível”.

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“Tao [Geoghegan Hart] acelerou com muita força, e vi que Thomas não estava na sua roda, então não hesitei, tinha que ir… Tentei manter o equilíbrio no início, mas quando vi as barreiras, fui a todo o gás”, comentou Valverde.

O vencedor do contrarrelógio Alexey Lutsenko (Astana-Premier Tech) terminou no grupo de 25 pilotos e agora lidera a classificaçãp geral à frente do seu companheiro de equipa Ion Izagirre, que está a oito segundos. Wilco Kelderman (Bora-Hansgrohe) terminou bem na quarta posição e subiu à terceira posição na geral, a 12 segundos do camisola amarela Lutsenko. Thomas é o quarto com 13 segundos.

Seguem-se as duas últimas etapas, no último fim de semana, em alta montanha, a primeira esta sábado, com final em La Plagne, e no domingo em Les Gets.

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