Peter Sagan vai regressar às Clássicas este ano, numa temporada em que o corredor eslovaco terá um calendário cheio, com previstas participações no Giro e no Tour, e ainda nos Jogos Olímpicos e nos Mundiais.

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O corredor da Bora-Hansgrohe, que completará 31 anos no dia 26 de janeiro, tentará replicar o plano original de 2020, antes de a pandemia do novo coronavírus tê-lo inviabilizado. De resto, Sagan já teve de alterar a sua estreia este ano, depois das restrições devido à Covid-19 impedirem as formações estrangeiras de alinhar na Volta a San Juan, na Argentina.

Sagan regressa às Clássicas, como a Paris-Roubaix, onde já venceu Foto: Jim Fryer/BrakeThrough Media

O eslovaco deverá correr a Strade Bianche no início de março, antes do Tirreno-Adriático, como preparação para as grandes Clássicas, começando com a Milan-San Remo, a 20 de março, e terminando no Paris-Roubaix, a 11 de abril. Seguir-se-á o Giro, a 8 de maio, e após este terminar, em menos de quatro semanas arrancará o Tour. Mal termine a etapa final em Paris, Sagan terá menos de uma semana para recuperar para a prova de estrada olímpica, disputada num percurso montanhoso em Tóquio.

Numa entrevista ao jornal eslovaco Pravda, o diretor da Bora, Jan Valach, garante que o Sagan é capaz de cumprir uma temporada assim tão intensa. “Peter é o tipo de corredor que pode suportar mais carga, tirando proveito dela. Não acumula fadiga, fica ainda melhor”.

O eslovaco continuará a tentar conquistar a oitava camisola verde no Tour

O eslovaco terminará a sua intensa temporada com a tentativa de ganhar a quarta camisola do arco-íris, no Mundial, na Flandres, no dia 26 de setembro, num traçado que deverá adequar-se aos especialistas do pavé.

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“Sagan ainda tem rendimento elevado e se considerarmos a experiência como mais-valia, poderá ter sucesso, talvez, até à casa dos 40 anos”, referiu Valach, ressalvando que será importante analisar como o corredor “preservará a sua energia mental”. “Ele é um lutador e ainda pode continuar a ganhar, principalmente em provas ou etapas com percursos exigentes, mas também com final ao sprint, se estiver bem posicionado”, concluiu o responsável da Bora.

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