As novas Lapierre XR e XRM 2022 são as mais recentes bicicletas de BTT de suspensão total da marca francesa, apresentadas hoje a todo o mundo!

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Durante mais de 20 anos, as bicicletas Lapierre estiveram envolvidas nas mais prestigiadas competições de BTT na vertente XC. Agora, com a chegada destas novas suspensões totais da marca, o objetivo é precisamente esse: regressar ao mais alto nível, dizem. E, pelo que se pode desde já ver por estas novidades, há muito potencial!

Lapierre XR 2022.

Trata-se da mesma bicicleta, sendo que as três versões da Lapierre XR são um pouco mais puristas na abordagem ao XC, com cursos de 100 mm nas suspensões, por exemplo, enquanto as duas versões XRM apostam numa posição um pouco mais alta da direção e injetam mais curso no amortecimento.

Lapierre XRM 2022.

Mas vejamos os quatro principais pontos que a Lapierre destaca neste lançamento global desta bicicleta, que, confessemos, apresenta linhas de design e uma lógica de engenharia fantástica, pelo menos pelo que nos é dado a ver desde já pelas imagens e pelo vídeo acima.

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1. Lapierre XR e XRM: leveza

A marca tinha com objetivo baixas dos 1.800 gramas no peso do quadro desta nova bicicleta de suspensão total (na versão Team). E conseguiu. Como? Entre outras melhorias face ao passado neste segmento de modelos de BTT, simplificou o triângulo traseiro eliminando o ponto de articulação nas escoras (menos 90 gramas). Pelo que referem, esta alteração eliminou aquele “efeito de bombear” que por vezes nos rouba performance na pedalada.

Assim, o resultado é que o quadro das Lapierre XRM 8.9 e 6.9 e XR 7.9 e 5.9 UD SLI fica pelos 1.970 gramas (sem amortecedores), menos 109 gramas que a versão anterior da bicicletas. E a XR 9.9 UD SLI TEAM fica com 1.772 gramas no quadro. Tudo no tamanho M, atenção.

2. Cinemática e sistema de amortecimento

Outro objetivo era aprimorar a suspensão traseira e toda a cinemática da parte posterior da bicicleta. E a Lapierre aposta agora, e mais na XR do que na XRM, num triângulo traseiro mais curto e numa secção frontal mais baixa.

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Desta forma, a principal novidade é a colocação do amortecedor traseiro por baixo do top tube e num formato de semi-integração. Liberta-se espaço junto ao tubo de selim (passa a levar dois bidons no quadro…), há uma melhor integração (criando uma zona com menos tensão mecânica), o cabo até ao bloqueio no guiador passa a ser mais curto e imediato, e o próprio amortecedor fica mais protegido de obstáculos e projeções de pedras e detritos.

Refere a marca que, assim, “é possível posicionar os tirantes Flex Stay numa posição neutra com um SAG de 26 %, independentemente da altura e do peso do ciclista. A suspensão traseira, com sensibilidade otimizada, está pensada para “garantir mais comodidade e tração”, sendo que o o triângulo traseiro é mais aberto e “deforma” ligeiramente com o amortecimento a funcionar.

É ainda referido que a posição elevada do pivot junto à caixa do pedaleiro reduz o efeito de kick back na fase de compressão do amortecedor.

3. Novas fibras de carbono unidirecionais Torayca

São estas referidas fibras que compõe os quadros destas Lapierre XR e XRM, garantindo a leveza de que já falámos e uma substancial redução da espessura dos tubos. É a tecnologia de desenvolvimento UD SLI da marca.

Com este material composto e este tipo de construção, refere o fabricante que foi possível otimizar o triângulo traseiro “jogando com a rigidez lateral e vertical das escoras, que são assimétricas, mas também com a flexibilidade progressiva destas. É o ponto de partida da articulação virtual que distingue este novo sistema de amortecimento traseiro”.

4. A geometria

A evolução do XC, dos componentes e das bicicletas de BTT faz com que as geometrias dos quadros tenham de estar em constante atualização. A categoria down country é algo novo, é uma tendência, e estas Lapierre XR e XRM seguem-na.

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Estes novos modelos apresentam escoras mais curtas, uma reach maior, ângulo de selim mais vertical, uma secção frontal mais aberta. O objetivo é serem mais estáveis e ágeis para descer, sem descurar o desempenho a subir, explica a marca.

Na XR, por exemplo, o tubo de selim está 1° mais para a frente, o top tube é maior (mais 2 mm no tamanho M), com um reach ajustado em função disso (também no tamanho M, mais 2 mm). A direção está mais baixa 10 a 15 mm e  respetivo ângulo é mais aberto 2 a 3° (67° na XR com 100 mm na suspensão frontal e 66° na XRM de 120 mm). As escoras são 8 mm mais curtas.

Depois há ainda vários componentes importantes para este tipo de abordagem ao XC e que podemos encontrar nas listas de equipamento de cada versão. O espigão telescópico que se pode encontrar no modelo XRM é um exemplo disso mesmo.

Estas são as cinco versões das novas Lapierre XR e XRM 2022 já disponíveis, bem como os respetivos preços. Podes ver todas as listas de especificações no site oficial da marca, link mais abaixo:

  • Lapierre XR 5.9 – 3.799 euros 
  • Lapierre XR 7.9 – 4.599 euros 
  • Lapierre XR 9.9 – 6.999 euros 

  • Lapierre XRM 6.9 – 4.099 euros
  • Lapierre XRM 8.9 –5.199 euros

Mais info:


Todas as fotos: © www.jeremy-bernard.com

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