João Almeida foi 13.º classificado na prova de fundo dos Jogos Olímpicos Tóquio 2020, ganha pelo equatoriano Richard Carapaz. O segundo corredor português em prova, Nélson Oliveira, classificou-se na 41.ª posição.
Almeida e Oliveira mantiveram-se sempre junto dos melhores até cerca dos 200 km da corrida que teve mais 34 km, mas não conseguir resistir ao ritmo de um grupo de elite na primeira grande seleção, nas duras rampas de Mikuni, quando Tadej Pogacar acelerou até ao topo.

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João Almeida chegou à meta integrado no segundo grupo mais numeroso, a 3m38s do vencedor. Nelson Oliveira terminou a 10m12s de Richard Carapaz.
“Faço um balanço positivo da minha estreia nos Jogos Olímpicos. Tive boas sensações e força, mas notou-se a falta de ritmo. Logo no início estive um pouco bloqueado, mas notou-se mais com o avançar da prova e com o acumular dos quilómetros. Tenho de agradecer ao Nélson Oliveira pelo imenso trabalho que fez, ajudando-me na hidratação, colocação e força anímica. Agora, há que recuperar para dar tudo no contrarrelógio”, afirmou João Almeida após a corrida.

O selecionador nacional, José Poeira, ficou satisfeito com o desempenho dos dois corredores. “O Nélson fez um trabalho de excelência, durante toda a corrida. Trabalhou muito e deu excelentes indicações, porque só descolou já numa fase avançada da corrida. O João esteve perto de conseguir entrar na discussão do top 10, que era o objetivo. Considero que lhe faltou algum ritmo competitivo, porque desde o Giro teve muito poucas provas. Poderia não ter passado com os melhores por estar desatento ou por ter hesitado num momento-chave, mas não foi isso que aconteceu. Naquela altura de maior intensidade, após 200 quilómetros de corrida, não conseguiu mesmo fazer mais. Mas terminou num bom lugar, ainda por cima na estreia. É jovem e vai dar-nos muitas alegrias em próximas edições dos Jogos. O Nelson também começou a vir aos Jogos desde jovem e tem evoluído sempre”.

 

 

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