O espectador que causou uma queda massiva na 1.ª etapa do Tour de França no último sábado poderá vir a ser processado por uma ação legal dos organizadores da corrida.

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O vice-diretor do Tour, Pierre-Yves Thouault, disse à AFP: “Iremos processar essa mulher que se comportou tão mal. Fazemo-lo para que a minoria de pessoas que tem esse comportamento não estrague o espetáculo”.

A polícia de Landerneau está a investigar a ato que pode representar uma “violação manifestamente deliberada da obrigação de segurança ou de prudência”, segundo a lei francesa, mas segundo o jornal L’Equipe as autoridades ainda procuram o responsável pela ocorrência.

 

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O incidente aconteceu a 45 km do fim da etapa. A Jumbo-Visma liderava o pelotão numa zona em que a estrada era estreita e os espetadores se acumulavam nas suas bermas, quando um deles, segurando um grande cartão de papelão com a inscrição ‘Allez Opi-Omi’ (um termo alemão carinhoso para os avós), estava de costas para os corredores e foi imprudente perante a passagem destes. Tony Martin (Jumbo-Visma) não conseguiu evitar a colisão com o cartaz, perdeu o equilíbrio na bicicleta e caiu, desencadeando uma reação em cadeia que fez ir ao solo quase todo o pelotão.

 

“Bati num cartão de um espectador. Tudo aconteceu muito rapidamente. De repente, quase toda a nossa equipa estava no chão. Muitos espectadores comportam-se com respeito, mas infelizmente este não. Felizmente, Primoz [Roglic] saiu ileso”, contou Tony Martin no final da etapa.

 

 

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Uma segunda queda a 7,9 km do fim, causada por um toque de rodas no interior do pelotão, causou ainda mais lesionados. Pelo menos 25 corredores ficaram feridos na etapa, com Marc Soler (Movistar), Cyril Lemoine (B&B Hotels-KTM) e Ignatas Konovalovas (Groupama-FDJ) forçados a abandonar a corrida.

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