Remco Evenepoel está a fazer história com apenas 22 anos. O ciclista da Quick-Step Alpha Vinyl tem sido presença habitual nas posições cimeiras de muitas corridas e na mais recente Liège-Bastogne-Liège terminou com 48 segundos de vantagem sobre o 2º classificado Quinten Hermans….

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Mas este artigo não serve para destacar ainda mais Evenepoel, mas sim para “retratar” a bicicleta que o acompanha em todas as provas – a Specialized S-Works Tarmac SL7 –, com exceção, naturalmente, das etapas de contrarrelógio em que usa a Shiv TT.

A S-Works Tarmac SL7 de Remco Evenepoel.

E o que mais merece atenção nesta S-Works Tarmac não é o equipamento nem sequer as alterações feitas para a versão de competição (quase nenhumas!). O que queremos sublinhar é a versatilidade demonstrada pela bicicleta, tal como acontece com vários outros modelos no mesmo segmento, desta e de outras marcas.

Apesar de no catálogo da Specialized existirem modelos muito competitivos, por assim dizer (a Aethos, por exemplo), esta Tarmac consegue ainda assim ser a bicicleta mais escolhida para qualquer tipo de etapa, das mais exigentes em termos de subidas às mais rolantes.

Notamos apenas uma exceção: o facto de a Specialized S-Works Roubaix ser a escolhida em competições com secções em pavé onde o sistema de micro-suspensão Future Shock 2.0 faz maravilhas…

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A Specialized S-Works Roubiax em ação no París-Roubaix…

Para começar, o quadro da Tarmac é um S-Works feito de fibra de carbono Fact 12r, um dos mais leves e ao mesmo tempo com elevados índices de rígidez.

O design mistura traças aero com um triângulo posterior muito compacto, com tirantes rebaixados, o que obriga a roda de trás a “comer” parte do tubo do selim. Nas imagens vemos isso perfeitamente. O espigão é um S-Works com uma clara inspiração aerodinâmica…

Como referimos, a geometria não talhada a 100% para velocidade, visto que há características típicas de uma “trepadora”: distância entre eixos inferior a um metro em quase todos os tamanhos (mais de um metro apenas no 58), com escoras de 410 mm e um ângulo de direção muito vertical entre 71,75 e 74º (depende do tamanho). O quadro existe em seis tamanhos, aliás.

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Evenepoel a “apertar” com a S-Works Tarmac SL7 numa subida.

Quanto aos componentes instalados nas bicicletas da Quick-Step, refira-se que as rodas são da Roval, sub-marca da Specialized. E depois cada ciclista escolhe o set de rodas mais adequado para cada prova e consoantes as suas características, como é normal.

No caso da Tarmac de Evenepoel, para o Liège-Bastogne-Liège deste ano o ciclista escolheu um conjunto Roval Alpinist CLX de 33 mm, enquanto a versão de série conta com umas Roval Rapide CLX (51 mm à frente e 60 mm atrás).

O grupo de transmissão escolhido pela Quick-Step tem a Shimano como fornecedor e é o mesmo que está na versão de série da bike: o Dura-Ace Di2, acompanhado de pedaleiro com potenciómetro (o FC 9200P Precision Pro dual-sided). O prato 54/40t e a cassete 11-30t da Tarmac de Evenepoel não é brincadeira…

A transmissão da S-Works Tarmac campeã do mundo com Alaphilippe.

Os periféricos são também os da S-Works Tarmac SL7 de série: guiador Roval Rapide (mas sem o avanço da Tarmac, para que seja mais fácil escolher a medida em função de cada ciclista) e espição S-Works, ainda que o selim seja um S-Works Power with Mirror em vez do Body Geometry S-Works Power que está na bicicleta que encontramos nas lojas.

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Ou seja, como podemos ver, as bicicletas da Deceunik Quick-Step Alpha Vinyl difieren nem diferem muito das versões de série vendidas pela marca, sendo que a Specialized S-Works Tarmac SL7 DA Di2 em causa custa… 14.500 euros!

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Fotos: Deceunik Quick-Step Alpha Vinyl

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