Os Mundiais de E-Sports de Ciclismo da UCI 2025 voltaram a fazer história este sábado em Abu Dhabi, no Space 42 Arena, um recinto totalmente dedicado ao universo competitivo digital.

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Foram 44 ciclistas de elite (22 homens e 22 mulheres), provenientes de 16 países, a disputar um título que, ano após ano, ganha mais relevância no panorama internacional.

Diante de um público ao vivo e de convidados ilustres, entre eles Tadej Pogačar e Peter Sagan, Jason Osborne (Alemanha) e Mary Kate McCarthy (Nova Zelândia) defenderam com sucesso os títulos alcançados em 2024, confirmando a sua supremacia na disciplina.

Mary Kate McCarthy deixou poucas dúvidas quanto à sua superioridade. A neozelandesa venceu com autoridade os três desafios que compunham o formato competitivo: provas desenhadas para testar a capacidade de subir, sprintar e resistir ao desgaste cumulativo.

Terminou com 597 pontos, bem à frente de Gabriella Guerra (Brasil), com 525, e de Francesca Tommasi (Itália), com 478.

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Entre os homens, Jason Osborne enfrentou um início menos confortável, descrevendo o primeiro estágio como “mentalmente difícil”.

No entanto, recuperou ritmo na segunda prova e reencontrou a confiança plena na terceira, onde consolidou o seu triunfo.

O alemão fechou com 564 pontos, seguido por Michal Kaminski (Polónia), com 493, e Lennert Teugels (Bélgica), com 468.

Cada campeão mundial recebeu 15 mil dólares, num total de 60 mil distribuídos pelo evento.

No setor feminino, McCarthy atacou cedo na primeira subida, partindo o grupo e impondo uma vantagem que nunca perdeu. Na segunda etapa, voltou a ser eficaz ao lançar um movimento preciso numa zona de sprint, ampliando a liderança enquanto Tommasi e Guerra lutavam por cada ponto.

A terceira corrida trouxe um ritmo mais explosivo e vários ataques, mas a neozelandesa limitou-se a controlar a concorrência, garantindo a vitória geral com autoridade.

A prova masculina desenvolveu-se de forma mais fragmentada. Neal Fryett mexeu primeiro, mas seria Osborne a criar a diferença decisiva no final da primeira etapa.

A segunda etapa trouxe disputas intensas nos sprints intermédios com Hayden Pucker, Pawel Scierski e Kaminski sempre na luta. Já na terceira etapa, Kaminski ameaçou inverter a classificação, mas a consistência de Osborne falou mais alto.

Lionel Vujasin, ainda a recuperar de lesão, proporcionou um dos momentos mais vibrantes ao ligar para o grupo da frente e vencer o sprint final.

A organização implementou controlos de hidratação, verificações de performance e procedimentos antidopagem, pilares essenciais para credibilizar um formato onde a componente tecnológica desempenha um papel determinante.


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Crédito das imagens:
My Whoosh

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