Bike Check: MMR Simun 00, a gravel que vence no ciclocrosse espanhol! [com vídeo] 16 de Janeiro, 2026
No Tour du Mont Blanc com a Specialized Turbo Levo 4 Comp Alloy! [com vídeos e fotos] 14 de Janeiro, 2026
Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025
Ao longo de mais de duas décadas ligado ao ciclismo, Telmo Alegre, treinador e bikefitter na Happy Life Training, já acompanhou centenas de atletas. Com esta experiência, quisemos perceber o que é melhor, treinar no rolo ou na rua? Voltámos à conversa com Telmo Alegre, treinador e bikefitter na Happy Life Training, desta vez para tentarmos perceber o que poderá ser melhor fazer nesta altura do ano no que toca à prática de ciclismo. Ou seja, treinar no rolo ou treinar na rua e em plena estrada.PUB “Não há um melhor absoluto. O treino de rolo e o treino de estrada têm ambos vantagens. A questão é perceber o que procuras e em que fase estás”, começa por sublinhar Telmo. Aqui ficam mais três ideias fortes sobre o assunto. A grande vantagem do rolo é a eficiência. Cada minuto conta. O treino no rolo ganhou protagonismo pela eficiência que oferece. É um ambiente completamente controlado em que o ciclista consegue cumprir um target de potência ou frequência cardíaca sem interferências externas. Não há semáforos, não há trânsito, não há cruzamentos a obrigar a cortes de ritmo. No rolo, cada minuto conta e isso transforma sessões curtas em treinos surpreendentemente produtivos. Para quem tem horários apertados, é quase uma ferramenta indispensável: uma sessão bem estruturada de 30 a 50 minutos pode ser mais valiosa do que uma hora a pedalar sem objetivo. Mas o mesmo fator que torna o rolo produtivo pode transformá-lo num desperdício, caso falte objetividade.PUB “O problema é quando alguém vai só ‘passar 40 minutos’. Se não usas esse tempo com especificidade, então aí sim, o rolo deixa de ser uma ferramenta útil”, refere Telmo. No rolo não podes usar as mesmas zonas da estrada. É outra realidade. Há um ponto que Telmo faz questão de reforçar, e que muitos ciclistas ignoram até sentirem na pele. No rolo, as zonas de treino devem ser ligeiramente mais baixas. A razão é simples: manter a mesma potência usada na estrada é significativamente mais difícil. Quinze minutos a ritmo forte, estável e constante, sem variação de inclinação ou micro-recuperações naturais do terreno, tornam-se um esforço quase “cru”.PUB Por isso, Telmo recomenda reduzir 5 a 10% da potência alvo, ou cerca de 20 a 25 watts relativos ao FTP, para que as séries sejam concluídas com sucesso e sem cair em frustração ou quebra motivacional. A estrada dá-te a capacidade aeróbia e aproxima-te da realidade. Se o rolo é o reino da eficiência, a estrada é onde se constrói a realidade do ciclista. Nada substitui as horas acumuladas na estrada, fundamentais para o aumento da capacidade aeróbia e para adaptar o corpo às exigências verdadeiras do ciclismo. É na estrada que se aprende a lidar com vento, irregularidades do piso, variações de ritmo e gestão do esforço em cenários imprevisíveis. Contudo, essa mesma imprevisibilidade torna o treino mais difícil de monitorizar. Manter uma zona específica num percurso com trânsito, passadeiras ou descidas obriga a constantes ajustes que prejudicam a precisão do treino intervalado. “É a realidade. A estrada nunca te dá o controlo total que o rolo dá. Mas dá-te algo que o rolo nunca dará: horas de qualidade aeróbia e adaptação ao mundo real”, lembra Então, o que escolher? A grande questão, porém, não é escolher um lado, mas entender que ambos os métodos se complementam. O rolo permite manter consistência, cumprir séries com rigor e aproveitar cada minuto. A estrada oferece estímulos reais, resistência aeróbia e a componente prática que nenhum simulador consegue igualar. Saber alternar entre os dois, reduzindo ligeiramente a intensidade no rolo e tirando proveito das longas horas ao ar livre, é o caminho para um treino mais completo.PUB “O rolo dá treino controlado, eficiente e aproveitamento máximo do tempo. A estrada dá horas, dá capacidade aeróbia e dá-te a realidade do ciclismo. O ideal é combinar os dois”, explica Telmo Alegre. Mais informações: Happylifetraining.pt Crédito das imagens: Arquivo Goride.pt/ Scott
| Destaque 6 pequenas mudanças que vão alterar o teu rendimento na bicicleta Pedro Meirinhos, nutricionista especializado em desporto, explica-nos o que devemos fazer para aumentarmos o nosso rendimento na bicicleta. Há 2 dias
Entrevistas Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] Depois de mais de duas décadas no ciclismo profissional, Henrique Casemiro, ex-ciclista de equipas como Tavira, Efapel e Oliveirense, não virou costas à ... 23 de Dezembro, 2025
Entrevistas Nutrição no ciclismo: 5 princípios essenciais Com várias dicas úteis, o nutricionista desportivo Pedro Meirinhos mostra-nos como é determinante a nutrição no ciclismo... 18 de Dezembro, 2025
Equipamento Novo rolo Cycplus R200: o smart trainer que promete muito e custa pouco? Este novo rolo Cycplus é o mais recente da gama e é um verdadeiro smart trainer (com direct drive) a preço "canhão". Vê ... 26 de Novembro, 2025
Entrevistas Entrevista: Rúben Pereira, a equipa Anicolor/Tien 21 e o ciclismo português As principais ideias que Rúben Pereira, diretor desportivo da Anicolor/Tien 21 Cycling Team, partilhou com o GoRide.pt no mais recente episódio da rubrica ... 20 de Novembro, 2025
Bike Check: MMR Simun 00, a gravel que vence no ciclocrosse espanhol! [com vídeo] 16 de Janeiro, 2026
No Tour du Mont Blanc com a Specialized Turbo Levo 4 Comp Alloy! [com vídeos e fotos] 14 de Janeiro, 2026
Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025