Para Elisa Balsamo, vencer em Madrid, na última etapa do Ceratizit Challenge by La Vuelta, é um tónico de motivação que tinha levado um pequeno rombo quando não conseguiu ganhar no Tour com a camisola de campeã do mundo. Para Annemiek Van Vleuten… Já quase que esgotou as palavras que a possam descrever como uma ciclista fora de série, que acrescentou ao seu palmarés mais um feito.

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É a segunda vez que conquista esta prova, mas em 2022 na mesma época que venceu o Giro e Tour. A esta tripla junta uma Omloop Het Nieuwsblad, uma Liège-Bastogne-Liège e uma Setmana Valenciana-Volta Comunitat Valenciana.  O que falta em 2022? Mais um título mundial.

Foto: Ceratizit Challenge by La Vuelta

É certo que esta Vuelta ainda não está ao nível de um Giro ou Tour no que a calendário feminino diz respeito. Porém, para lá caminha e quando se olhar para o historial, Van Vleuten fará parte marcante dele.

O que os números não dizem é aquilo que fica na memória de quem vê a neerlandesa da Movistar competir. A segunda etapa foi mais um recital de Van Vleuten. Ela que o faz praticamente corrida sim, corrida sim.

Aos 39 anos, Van Vleuten continua lá bem no topo e com uma concorrência que, neste tipo de provas, tem dificuldades em encontrar a tática que derrote a pura classe da neerlandesa.

“Saio [da Vuelta] muito contente com as sensações que tive, especialmente no dia de Colindres. Vens sempre com dúvidas, depois de estares cinco semanas sem competir, sem poder comprovar qual a tua forma perante as rivais. Mas vou para os Mundiais tranquila e convencida que estou a conseguir manter o nível com que cheguei ao Tour [no final de julho]”, afirmou Van Vleuten.

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É uma ciclista que cortou a meta em Madrid e já com o pensamento no seu próximo objetivo. Conta com um título mundial de estrada (2019) e dois de contrarrelógio (2017 e 2018). E claro, não surpreende, quer mais!

A quinta última etapa

Para Balsamo, conseguir vencer novamente com a camisola arco-íris que tantas rivais ambicionam foi importante. A italiana que também sabe ser gregária, foi uma ajuda preciosa a Elisa Longo Borghini, com a Trek-Segafredo a sair da Vuelta com uma vitória no contrarrelógio coletivo inicial, uma etapa com Balsamo e um segundo lugar na geral.

Foto: Sprint Cycling Agency/Trek-Segafredo

Longo Borghini fechou a 1:44 minutos, enquanto Demi Vollering (SD Worx) ficou no último lugar do pódio, a 2:11. A neerlandesa havia sido segunda no Tour, pelo que, aos 25 anos, é uma das ciclistas que se coloca como uma das principais figuras nas provas por etapas para as próximas temporadas.

Os 96 quilómetros finais da corrida espanhola foram feitos num circuito por Madrid e com pouca história. O esperado final ao sprint viu Balsamo bater outra das melhores sprinters da atualidade, a belga Lotte Kopecky (SD Worx) e outra italiana, a veterana Marta Bastianelli (UAE Team ADQ).

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As restantes classificações

Van Vleuten venceu então a geral, com a classificação dos pontos a ser ganha pela italiana Silvia Persico (Valcar-Travel & Service), que somou uma vitória de etapa.

A Trek-Segafredo teve mais uma ciclista no pódio, com a neerlandesa Lucinda Brand a ser a mais forte na montanha, com a equipa SD Worx a triunfar coletivamente.

Espanha também teve uma ciclista sua no pódio, com Mavi Garcia (UAE Team ADQ) a ser a mais combativa.

De referir que a única portuguesa em prova, Daniela Campos (Bizkaia Durango), terminou na 99ª posição, a 59:10 minutos. Foi uma excelente oportunidade para a jovem de 20 anos experienciar o mais alto nível do ciclismo mundial.

Classificações completas:

Fotografia principal: Movistar Team

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