A Volta a Espanha está a seguir o exemplo das outras grandes voltas e aumentou o número de etapas para a corrida feminina. Pela primeira vez serão cinco. Ainda longe das 10 do Giro ou oito do Tour, já se fala em três grandes corridas para as mulheres. A Trek-Segafredo entrou a ganhar.

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Annemiek Van Vleuten centra grande parte das atenções, pois pode fazer a tripla em 2022, tendo vencido esta corrida em 2021. Porém, o primeiro dia foi de minimizar perdas para a neerlandesa, com a Trek-Segafredo a comprovar o favoritismo no contrarrelógio por equipas.

Tal como a prova masculina, a Ceratizit Challenge by La Vuelta – assim se chama a corrida – a etapa inicial testou as equipas numa vertente que não é muito comum nos homena e é menos ainda nas provas femininas. Foram 19,9 quilómetros em Marina de Cudeyo, na Cantábria.

A Movistar de Van Vleuten não era apontada como uma das equipas mais fortes para o contrarrelógio, pelo que o objetivo passou por minimizar perdas, até porque a etapa rainha da prova é já esta quinta-feira.

Foto: @linoescuris/Lino Escuris/Trek-Segafredo

Foram 25 segundos perdidos para a Trek-Segafredo, que tem uma das suas principais figuras de camisola vermelha. A italiana Elisa Longo Borghini foi a primeira a cortar a meta da equipa, logo é a primeira líder da Vuelta.

A equipa americana cumpriu a distância em 23:31 minutos, com uma média de 50,733 quilómetros/hora.

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Um dos destaques do arranque da prova foi a BikeExchange-Jayco, que ficou apenas a seis segundos da Trek Segafredo.

Entre as candidatas à vitória final, a dinamarquesa Cecile Ludwig terá sido das que ficou mais satisfeita. A “sua” FDJ-SUEZ-Futuroscope foi terceira classificada, a 11 segundos da formação vencedora.

A sempre forte SD Worx de Demi Vollering e que conta com a bicampeã europeia de contrarrelógio Marlen Reusser, ficou na quarta posição, a 23 segundos.

Outra das candidatas, a Canyon/SRAM Racing de Katarzyna Niewiadoma, já perdeu 59 segundos, mas pior fez a UAE Team Emirates. Perdeu 1:28 minutos, num resultado pouco animador para a tetracampeã espanhola Mavi García.

De referir que em prova está a vencedora da Volta a Portugal feminina deste ano: a sueca Nathalie Eklund. A Massi-Tactic fechou o contrarrelógio com o 16º tempo,  com mais 2:27 minutos que a equipa mais rápida.

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E temos uma portuguesa na corrida. Daniela Campos representa a formação espanhola da Bizkaia Durango, que terminou na 18ª posição, a 3:13.

Segunda etapa

Como referido, o segundo dia da Vuelta é logo aquele que poderá definir muito a classificação geral.

Serão 105,9 quilómetros de constante sobe e desce e com duas primeiras categorias, duas segundas e uma terceira para garantir que ninguém tem descanso durante o dia que começará e acabará em Colindres.

Classificações completas:

Fotografia principal: Naike Erenozaga/SprintCyclingAgency/Trek-Segafredo

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