A época de 2022 ficou aquém do desejado na EF Education-EasyPost. Houve bons momentos, mas foram poucos num ano com apenas nove vitórias e algum sofrimento para garantir a manutenção da licença World Tour, no famoso novo ranking de promoção de despromoção de equipas que marcou a temporada.

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Esta é uma estrutura que tem recentemente pautado por ter ciclistas de qualidade e por lhes dar liberdade para alcançar os seus resultados. Não signifique que não funcione em bloco, também o faz. Porém, acaba por se destacar com corredores que integram fugas, ou optam por ataques na procura de vitórias.

Vencer uma etapa no Tour (com Magnus Cort, que também liderou uns dias a classificação da montanha) e outra na Vuelta (com Rigoberto Urán), conquistar o Mont Ventoux Dénivelé Challenge com Rúben Guerreiro, foram triunfos importantes. Contudo, a equipa que terminou no 18º lugar do ranking UCI – desde 2018 que não somava menos de dez vitórias numa temporada – sabe que é preciso mais para evitar novos sustos no ranking nos próximos três anos.

A precisar de dar um passo em frente a nível de competitividade, a EF Education-EasyPost apostou forte na contratação de Richard Carapaz, um dos melhores voltistas do momento e cansado de estar constantemente a ter de lutar pelo estatuto de líder de uma equipa.

Na formação americana é o número um. Escolherá o calendário que quer e claro que a Volta a França está no topo das preferências. O vencedor de um Giro quer muito mais. A equipa também. Parece ser uma combinação perfeita…

O problema poderá ser não haver um bloco forte para ajudar Carapaz, comparativamente com o que acontece com uma Jumbo-Visma, por exemplo. Mas tal não parece preocupar em demasia. Da INEOS Grenadiers chega também Andrey Amador, um dos melhores gregários do pelotão.

Se ciclistas como Esteban Chaves, Merhawi Kudus, James Shaw e Jonathan Caicedo, por exemplo, melhorarem o rendimento, então Carapaz poderá ter uma ajuda importante. E claro, há Rigoberto Urán. Adiou a “reforma” para continuar mais dois anos e será sempre um líder.

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Contudo, com a chegada de Carapaz, o colombiano poderá ser chamado a reforçar o bloco em redor do equatoriano. E toda a experiência de Urán será essencial nesta procura da EF Education-EasyPost em começar a ser uma equipa a ter em conta nas grandes volta e outras provas por etapas, devido à contratação de Carapaz.

É sem dúvida uma das principais transferências em 2023. Mas a equipa americana também garantiu Mikkel Honoré, um ciclista que tanto pode ser um valioso homem de trabalho, como também ter as suas oportunidades. Mais uma boa contratação.

A saída do português Rúben Guerreiro para a Movistar, acaba por ser a mais relevante. Ainda assim, a EF Education-EasyPost continua a ter valiosos elementos, que faz prever que, ainda que Carapaz centrará grande parte das atenções, há outros ciclistas a ter em conta durante a temporada.

Casos de Alberto Bettiol (vencedor de uma Volta a Flandres), um incansável Magnus Cort, Neilson Powless, o campeão europeu de contrarrelógio Stefan Bissegger e Mark Padun. O ucraniano esteve muito discreto na sua primeira temporada na equipa, mas a expectativa continua a ser grande, pois já demonstrou no passado recente ser um ciclista de muita qualidade nas provas por etapa.

Reforços: Andrey Amador (CR, 36 anos, INEOS Grenadiers), Mikkel Honoré (Din, 25, Quick-Step Alpha Vinyl), Richard Carapaz (Equ, 29, INEOS Grenadiers) e Stefan de Bod (AS, 26, Astana Qazaqstan).

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Permanências: Alberto Bettiol (Ita, 29), Andrea Piccolo (Ita, 21), Ben Healy (Irl, 22), Diego Andrés Camargo (Col, 24), Esteban Chaves (Col, 32), Georg Steinhauser (Ale, 21), Hugh Carthy (GB, 28), James Shaw (GB, 26), Jefferson Alexander Cepeda (Equ, 24), Jens Keukeleire (Bel, 34), Jonas Rutsch (Ale, 24), Jonathan Caicedo (Equ, 29), Julius van der Berg (PB, 26), Lukas Wisniowski (Pol, 31), Magnus Cort (Din, 29), Marijn van den Berg (PB, 23), Mark Padun (Ucr, 26), Merhawi Kudus (Eri, 28), Neilson Powless (EUA, 26), Odd Christian Eiking (Nor, 28), Owain Doull (GB, 29), Rigoberto Urán (Col, 35), Sean Quinn (EUA, 22), Simon Carr (GB, 24), Stefan Bissegger (Sui, 24) e Tom Scully (NZ, 32).

Saídas: Alex Howes (EUA, 35, retirou-se), Daniel Arroyave (Col, 22, Equipe Continental Orgullo Paisa), Hideto Nakane (Jap, 32, retirou-se) Lachlan Morton (Aus, 31), Michael Valgren (Din, 30, EF Education-NIPPO Development Team – sofreu uma queda com consequências graves e ainda está a recuperar, sendo que o eventual regresso à competição será feito na equipa de desenvolvimento), Rúben Guerreiro (Por, 28, Movistar) e Sebastian Langeveld (PB, 37, retirou-se).

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Fotografia: @gettysport/Facebook EF Pro Cycling

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