Henrique Casimiro em entrevista: do pelotão profissional a um novo projeto no ciclismo… [com video] 23 de Dezembro, 2025
Ver Gustavo Veloso de camisola amarela na Volta a Portugal não é novidade. Além de já ter ganho a corrida em 2014 e 2015, já foi líder noutras edições. Aos 40 anos, mostra que a idade é mesmo apenas um número e que podem contar com ele numa W52-FC Porto habituada a ter mais do que um potencial candidato. Também no ano passado, quando se pensava que o espanhol já não estaria com os mais fortes, Veloso andou de amarelo. Em 2020, veste desde cedo a familiar cor e estreou-se a ganhar em prólogos na Volta. Nunca é tarde!PUB “É a minha 11ª Volta. Já tinha três segundos lugares em prólogos. Desta vez estive quase para fazer segundo de novo, mas, felizmente, consegui vencer. A idade é apenas um número, o que conta é a determinação, o trabalho e acreditar em nós próprios”, salientou. Não quer falar já de candidaturas à vitória final, pois a corrida apenas percorreu sete dos 1183,9 quilómetros: “A pandemia prejudicou todos os atletas, mas chegámos todos praticamente nas mesmas condições. A corrida acaba de começar e faltam os dias duros para definir a classificação geral.” As diferenças não foram muito grandes, como esperado, num traçado em Fafe com uma fase mais técnica, com descidas, no início, e um troço final fisicamente mais exigente, com subida e empedrado. João Rodrigues, vencedor de 2019 e companheiro de Veloso na W52-FC Porto, completou a distância com mais oito segundos do que os 9:39 minutos do primeiro líder da Volta. Joni Brandão (Efapel), fez mais sete segundos, com o antigo ciclista azul e branco e agora na Efapel, António Carvalho, a somar mais seis segundos. Bom início para o atleta que conquistou a Senhora da Graça no ano passdo. Já Frederico Figueiredo (Atum General-Tavira-Maria Nova Hotel) perdeu 23 segundos. Nada de grave, mas para sete quilómetros, continua a ser a prova que o contra-relógio mantém-se como ponto fraco deste ciclista. Quanto a Rafael Reis é um especialista, mas mais uma vez viu escapar-lhe uma vitória. Agora por apenas um segundo. Em 2018, o corredor, então da Caja Rural, venceu o prólogo em Setúbal e vestiu a amarela. Era um grande objectivo este ano para o ciclista e para o Feirense, a precisar de um bom resultado. Já na Prova de Reabertura, em Julho, um contra-relógio em Anadia, Rafael Reis foi segundo, com três segundos a separá-lo de Rui Costa (UAE Team Emirates). Ainda terá mais uma oportunidade, na última etapa da Volta: 17,7 quilómetros, em Lisboa. Nas outras classificações, a W52-FC Porto assumiu a liderança por equipas, enquanto o espanhol Carlos Canal, da Burgos-BH, é o melhor jovem (camisola branca), tendo sido 26º no prólogo, a 28 segundos de Veloso. A camisola da montanha e dos pontos terão amanhã os seus primeiros líderes.PUB Classificações completas, via FirstCycling. 1ª etapa: Montalegre – Santa Luzia (Viana do Castelo), 180 quilómetros A primeira etapa em linha é também a mais longa da Edição Especial. Haverá duas terceiras categorias, a primeira no Alto de Covide, a segunda a coincidir com a meta, em Santa Luzia, num final bem conhecido pelo pelotão. (Texto foi originalmente publicado no blog Volta ao Ciclismo.)PUB
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