Com o vento a fazer-se sentir fortemente ao início da etapa, o pelotão não teve um dia fácil, que o digam alguns nomes da geral que apanharam um valente susto graças aos cortes provocados pela Jumbo-Visma. Mas a bonança lá chegou, pelo menos para a fuga, e foi do grupo de fugitivos que Lennard Kämna (Bora-Hansgrohe) venceu no Collado de la Cruz de Caravaca.

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Os 184 kms da etapa entre Cartagena e o Collado de la Cruz de Caravaca não se faziam prever tão… imprevisíveis. As condições climatéricas e o vento, principalmente, marcaram um início muito aguerrido de etapa. A primeira hora de corrida teve uma média de 51 km/hora, algo raro nas recentes edições da Volta a Espanha.

O vídeo acima é o resumo do canal de YouTube GCN Racing.

Contudo, dizia-se que na meta as condições também não eram as melhores… A chuva forte empurrou lama para a estrada e a organização, no decorrer da etapa, decidiu retirar os tempos na subida final e a cerca de 2 kms do fim.

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O dia começou atacado pela coletivo da Jumbo-Visma, que aproveitou a situação ventosa para despedaçar o pelotão em vários grupos, que se espalharam pelas retas intermináveis antes da primeira subida.

Neste primeiro grupo estavam integrados doze corredores, entre os quais nomes importantes da geral: Reemco Evenepoel (Soudal-QuickStep), Sepp Kuss, Jonas Vingegaard, Primoz Roglic (Jumbo-Visma) e Aleksandr Vlasov (Bora-Hangrohe). Frisamos que o coletivo da Jumbo-Visma se apresentava completo nesta movimentação.

No grupo imediatamente atrás, e que chegou a estar a 45 segundos, seguiam os restante favoritos à classificação geral e que falharam por completo este primeiro ataque: João Almeida, Juan Ayuso (UAE Emirates), Enric Mas (Movistar) e Lenny Martinez (Groupama-FDJ).

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O “susto” não passou de apenas isso mesmo, um susto! No início da primeira categoria do traçado existiu um acalmar e reagrupar dos grupos, o que permitiu a formação da fuga do dia.

A fuga era constituida por Ruben (Cofidis), Lennard Kämna, Dani Navarro (Burgos-BH), Amanuel Gerezghier (Lidl-Trek), Matteo Sobrero (Jayco AIUIa), David Gonzalez Lopez (Caja-Rural), Chris Hamilton (DSM-formenich) e Jonathan Caicedo (EF Education-Easy Post).

A fuga chegou a atingir os seis minutos de vantagem para o pelotão, mas o grupo principal estava novamente a sofrer cortes causados por movimentações de várias equipas, na qual a única sem representação era a Movistar e a Ineos-Grenadiers.

Estas exaltações duraram até à entrada dos 50 kms finais, altura em que o pelotão se reagrupa por completo e a diferença para a frente se mantém nos três minutos.

Felizmente para a fuga, a diferença aguentou-se até à entrada da subida final, e estes seriam os únicos a discutir a etapa, visto que para o pelotão os tempos seriam retirados a 2 kms da meta.

Lennard Kämna é dos primeiros ciclistas a mostrar que queria vencer, e é o próprio que desfaz o grupo da frente com um ataque muito precoce. Kämna acaba por deixar para trás todos os que lhe tentaram seguir a roda, e no fim alcançou a sua primeira vitória na Vuelta a Espanha. 

Matteo Sobrero chega em segundo lugar e Chris Hamilton é quem fecha o pódio desta nona etapa. E refira-se que, no final, as condições da estrada nem estavam assim tão más, pelo menos pelo que deu a entender pela transmissão televisiva. A tomada de tempos podia muito bem ter acontecido como normalmente, na meta.

No grupo dos favoritos, e já avisados de que os tempos iriam ser tomados antes da meta, a estratégia muda. A Movistar entra no Collado de la Cruz de Caravaca a controlar, contudo é substituída pela Soudal-QuickStep que aumenta o ritmo para Reemco Evenepoel.

E o ataque surgiu mesmo por parte do ciclista português João Almeida (UAE Emirates) e com resposta de Vlasov, apenas. Os dois colaboram e a diferença aumenta, embora Primoz Rogliz tenha encurtado a diferença com um ataque alguns metros mais à frente. Ainda assim o português recupera algum tempo, o que lhe permitiu integrar o top 10 novamente.

Sepp Kuss mantém-se o líder da Volta a Espanha, seguido por Marc Soler em segundo, a 43 segundos, e Lenny Martinez a fechar o pódio a 1m02s. As restantes classifcações mantém-se inalteradas.

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Imagens: La Vuelta // Twitter Mihai Simion

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