Wout van Aert está a dois quilos e cinco semanas de forma física pretendida para a temporada de estrada. Segundo o técnico da Jumbo-Visma, Marc Lamberts, o corredor belga poderá não estar, ainda, na melhor condição no regresso à competição, previsto para a Strade Bianche, mas deverá atingir o pico de forma a tempo das clássicas de pavé, no final da primavera.

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A temporada de ciclocrosse e o nascimento do seu filho fizeram Van Aert perder grande parte do estágio da equipa Jumbo-Visma em janeiro, por isso nas últimas duas semanas o corredor acelerou, em Tenerife, a preparação para a entrada na época de estrada.

“Esperava que Wout tivesse vindo para Tenerife com uma base um pouco mais sólida, mas não vou dramatizar. O nível de Wout é bom, mas deve ser melhor”, disse Lamberts ao jornal belga Het Laatste Nieuws.

“Ainda há muito trabalho a fazer. Senão Wout não estaria a treinar de altitude durante três semanas. Ele sabe o que deve a fazer para progredir. Ele é bom o suficiente para disputar as corridas mesmo no estado de forma atual, mas não para vencê-las. Para isso é que estamos aqui…”, explicou Marc Lamberts.

Foto de Marco Bertorello/AFP via Getty Images

Em parte, a temporada de ciclocrosse é responsável por um dos maiores obstáculos que Van Aert terá de superar antes de voltar à forma que lhe permita vencer clássicas: o peso. “O inverno é geralmente associado ao relaxamento de regimes dietéticos rígidos, devido às corridas e aos treinos de ciclocrosse, de Van Aert ganhou volume na parte superior do corpo indesejado na estrada”, disse o mesmo responsável da Jumbo-Visma.

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“Os incontáveis ​​sprints, as subidas e descidas, a força exercida no guiador e a equilibrar-se com o corpo obrigam a que todo o corpo tenha de ter músculos fortes. Wout ganha a massa muscular muito facilmente. Não se pode simplesmente eliminar esses músculos excessivos”, referiu Lamberts.

Foto Dion Kerckhoffs/BettiniPhoto

“Dois quilos, são 7000 calorias ou um pouco mais por quilo. São 15.000 quilojoules. É muito e leva tempo a eliminar. Por outro lado, treinar forte nas subidas do Teide [montanha de Tenerife] e fazer dieta também não combinam. Baixar o seu peso tem de ser gradualmente”, acrescenta o técnico da equipa holandesa.

“Martijn Redegeld está connosco, ele é o nutricionista da equipa e monitora tudo de perto. Enquanto os outros corredores podem comer muita proteína antes de dormir, Wout tem de limitar essa ingestão. Garantimos que ingere proteínas e nutrientes suficientes para ser capaz de se recuperar das sessões de treino, mas nada mais do que isso. Eles [os ciclistas] levam o corpo ao limite. Mas, uma colher extra de quark? Não, Wout deve evitá-la.”

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O belga só deixará Tenerife em 1 de março, o que significa que perderá o Omloop Het Nieuwsblad e o Kuurne-Brussel-Kuurne no último fim de semana de fevereiro. O Van Aert estreia-se esta época na Strade Bianche, antes do Tirreno-Adriatico e de atacar, em seguida, as principais clássicas da primavera, começando com Milan-San Remo, a 20 de março, até ao Paris-Roubaix, a 11 de abril.

Lamberts prevê que o seu corredor necessite de cinco semanas, ainda, para atingir a melhor condição física, o que significa que o corredor não deverá estar ao seu melhor nível na Strade Bianche, mas somente a partir do Milão-San Remo.

A baixa de Teunissen

A queda sofrida por Mike Teunissen é um golpe para as pretensões de Van Aert nas clássicas de primavera, juntando-se a Tom Dumoulin no lote de baixas da Jumbo-Visma nessa fase da temporada.

“Com Mike [Teunissen] e um bom Tom [Dumoulin] tínhamos três peões para os finais em todas as clássicas. Espero não perder Mike durante toda a primavera, mas a sua queda foi um revés”, disse Van Aert ao Het Nieuwsblad.

“Claro que não somos a Deceuninck-QuickStep. Nunca teremos cinco peões para jogar nas partes decisivas dessas corridas. Mas já todos sabem que podemos ganhar ‘monumentos’. Tenho muita confiança nos meus companheiros”, reforçou Van Aert.

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