Várias são as marcas que continuam a trabalhar para que as bicicletas elétricas de montanha sejam melhores, mais rápidas, mais leves e mais parecidas com as bicicletas ditas “convencionais”, isto no que toca à estética. A Trek é seguramente um dos fabricantes que faz isso, tanto pelo que já vimos antes neste segmento e como também pelo que estamos a ver com o lançamento da Trek Fuel EXe, apresentada hoje oficialmente.

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Temos o privilégio de estar desde já a experimentar nos trilhos a Trek Fuel EXe, neste caso na versão topo de gama 9.9 XX1 AXS, e não temos dúvidas de que esta bicicleta constitui um grande avanço no trabalho que está a ser feito pelos responsáveis da marca norte-americana no campo das e-bikes de montanha…

A nova Trek Fuel Exe é assim uma e-BTT muito bem construída e revela-se bastante ágil, mais do que tudo. Isto além de ser “dona” de um look muito bem conseguido e de estar equipada com material que acrescenta ainda mais valor ao conjunto. Nesta versão e em várias outras um pouco mais abaixo na gama…

Para veres por ti próprio o que é possível fazer com a Trek Fuel EXe, espreita o nosso vídeo no início deste artigo. A juntar ao que aqui vês, temos mais imagens e estamos a preparar um outro vídeo para figurar no teste completo que temos quase pronto para publicação. Muito em breve, fica atento!

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Até lá, aqui ficam os pontos que mais nos estão a convencer na nova Trek Fuel EXe…

1. Uma Trek Fuel com muito bom aspeto!

Esteticamente, esta é uma bicicleta muito bonita e que chama a atenção de qualquer um, mesmo que não seja um “amante” das e-BTT. Quase que não se dá por isso que se trata de uma e-bike dada a compacta dimensão do motor e a reduzida espessura dos tubos do quadro, por exemplo…

Por falar no quadro, este apresenta pormenores fantásticos e que dão seguimento ao que a Trek tem apresentado ao longo do tempo nas suas e-BTTs. O quadro é feito com o carbono mais leve da marca e a geometria está otimizada para um uso em montanha a vários níveis, seja numa floresta repleta de saltos, seja em terrenos mais “regulares”. Componentes como as suspensões nos modelos mais trail e vários periféricos da Bontrager, submarca da Trek, combinam bem com o design da bike.

2. A leveza…

Para uma e-bike de montanha, a Trek Fuel EXe é relativamente leve: tem 19,2 kg já a contar com os pedais do tipo plataforma que estamos a usar nos testes. Mas nem por isso a bike deixa de se portar bem a andar depressa, a descer, a saltar…

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Revela-se estável a grandes velocidades, é bastante ágil em curvas mais apertadas e não se “nega” aos saltos técnicos, sempre com muita fluidez e pronta para nos deixar com um belo sorriso no rosto… Divertida!

3. O novo conjunto motor/bateria

Como referimos no artigo de apresentação da bicicleta, a Trek estabeleceu uma parceria com a fabricante de robótica alemã TQ para desenvolver esta Fuel EXe e o principal resultado é o motor HPR50, que se revela muito silencioso e ajuda a tornar a bicicleta mais leve e fluida.

Encontramos aqui três modos diferentes de assistência à pedalada e também o modo Walk Assist. A assistência elétrica não tem a força nem a autonomia de uma Trek Rail, por exemplo, mas é um grande “trunfo” nas subidas e está perfeitamente à altura de qualquer desafio na montanha, do trail ao enduro.

O modo mais potente é uma “bomba”, mas se o utilizarmos em contínuo a autonomia (indicada pela marca em níveis para três a cinco horas) irá decrescer até às duas horas, sensivelmente. E numa sessão com cerca de oito subidas e 1.300 D+. Isto é mais do que suficiente para ficarmos bem cansados e satisfeitos! O carregamento total da bateria ronda as três horas.

4. A combinação AXS eletrónico e travões

Falar de componentes de topo não é a mesma coisa se não falarmos do mais avançado (e leve) conjunto de transmissão eletrónica sem fios que é o Sram Eagle XX1 AXS. Não tirando mérito a qualquer sistema mecânico da Sram ou da Shimano, refira-se que esta transmissão dá aquele “toque especial” a qualquer bicicleta. Aqui, nota-se um funcionamento perfeito até agora.

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Na hora de travar, por sua vez, estamos a notar muita potência nos travões Sram Code RSC instalados nesta versão da Trek Fuel EXe. Sem sinais de fadiga, a funcionar na altura certa e consoante a nossa ação nas manetes.

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Fotos e vídeo: Rodrigo Vicente

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