Confinamento no sofá e desconfinamento na bicicleta. Esta foi a realidade para muitas pessoas que tiveram de arranjar novas estratégias para lidar com a situação de quarentena causada pela pandemia Covid-19 e no que diz respeito a atividade física.

Ou seja, muitas pessoas ficavam em casa até certo ponto, mas, para conseguirem “pôr um pé na rua”, muitas optaram por ir buscar as bicicletas que tinham e já nem se lembravam…

Dizem que temos de ver as coisas pelo lado positivo e é o que nós estamos a fazer. O Covid-19 veio trazer, pelo menos, uma coisa boa: mais uma razão para as pessoas andarem de bike. O que é bom! Seja para a nossa saúde física, seja para a nossa saúde mental, como também já vimos antes.

Para teres uma ideia, o negócio das reparações, afinações e vendas de bikes parece ter prosperado nestes tempos mais difíceis.

O Diário de Notícias falou com Joel Gonçalves, que tem uma loja de bicicletas há dez anos em Benfica, Lisboa, que diz que nunca viu tanta procura de bicicletas e reparações. Ou até mesmo as lojas Decathlon, cujos responsáveis declaram ao mesmo jornal que têm vendido mais bicicletas (através da loja online).

Nesta nossa reflexão, arriscamos dizer que este fenómeno pode estar a acontecer por muitas razões: as pessoas não querem parar de fazer exercício físico. Mas os ginásios estiveram fechados muito tempo (ainda não reabriram quando escrevemos estas linhas…) e, em muitos momentos, foi mesmo complicado até darmos uma caminhada ou uma corrida na rua.

Andar de bicicleta serviu de desculpa para muita gente para poderem sair de casa. Mas também foi o alívio de muitos atletas que “dependem” da atividade física para se manterem bem de corpo e alma.

Agora, há outra realidade: a das pessoas que, por medo de utilizarem os normais transportes públicos, optam por vezes por fazerem alguns percurso curtos (ou um pouco mais extensos) de bicicleta. Para deslocações rápidas, para ir para o trabalho, etc.

A malta das bikes agradece: quantos mais formos, melhor!