Christophe Laporte é o primeiro francês a conquistar o título europeu de estrada de fundo. O corredor da Jumbo-Visma – que apesar de a competição envolver seleções nacionais e não equipas, voltou a colocar três elementos no pódio, como na classificação geral da recente Volta a Espanha – foi autor de um solo excecional nos últimos 12 quilómetros para vencer a corrida disputada este domingo nos Países Baixos.

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Laporte resistiu à perseguição de um grupo que incluía o belga Wout Van Aert e o neerlandês Olav Kooij. Estes alcançaram o gaulês no topo do Col de VAM, onde estava instalada a meta, após um trabalho enormíssimo do belga Arnaud De Lie, mas Van Aert estagnou nos últimos metros e não o conseguiu superar, ficando com a medalha de prata. O bronze foi para Kooij.

“É difícil de acreditar… ainda não tomei consciência do que fiz!”, começou por dizer Christophe Laporte. “Foi um final louco. Tentei de tudo um pouco, sabia que seria difícil vencer corredores como Kooij e Van Aert num sprint. Então, tentei desde longe, várias vezes, e valeu a pena”, afirmou o vencedor.

“É lindo vestir esta camisola de campeão europeu. Vou poder envergá-la toda a próxima temporada. Dedico esta vitória à minha família, à seleção francesa e também ao meu amigo Nathan [Van Hooydonck], que também deve estar feliz por mim”, acrescentou Laporte.

“Quando ataquei não pensei muito, dei tudo. Sabia que seria difícil, senti que eles estavam a recuperar nos últimos 200 metros. Fiquei com muito receio de perder em cima da meta, mas disse a mim mesmo que, se estava a fundo, eles também deveriam estar. Porque tiveram de ganhar-me 10 segundos na subida, por isso também gastaram muitas energias. Agora, vamos cantar uma linda Marselhesa, vai ser lindo!” concluiu o novo campeão da Europa.

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Nelson Oliveira, o melhor português

Nelson Oliveira teve mais um desempenho de grande nível ao serviço da Seleção Nacional, ao obter a 18.ª posição, a 49 segundos do vencedor, Christophe Laporte.

“Foi uma corrida bastante dura. Era um percurso técnico, com algum vento, obrigando a uma boa colocação. O circuito era muito explosivo, o que não nos ajudava muito, mas fizemos o nosso melhor e deixámos tudo na estrada. Na fase final tentei estar na frente e fazer um bom resultado para a Seleção”, afirmou o anadiense.

Ivo Oliveira terminou no 34.º lugar, a 3.25 minutos, lamentando as energias gastas para chegar ao pelotão e recolocar-se no grupo após o furo na roda da frente. “Foi das corridas mais duras que já fiz. Tive um furo na segunda volta do circuito, perdi algum tempo, tive de reentrar no pelotão e demorei duas ou três voltas a chegar às posições da frente. Isso custou-me a força que teria dado para chegar no grupo da frente”.

André Carvalho chegou na 57.ª posição, a 6.24 m, e João Matias foi 85.º, a 8.31 m. Iúri Leitão não terminou. O minhoto já vinha a sentir algumas dificuldades, mas uma saída de corrente na terceira passagem pela subida de empedrado fez com que o português não mais reentrasse no pelotão, o que levou ao abandono.

Classificações:

Procyclingstats.com

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Fotos UEC Twitter, Movistar e Federação Portuguesa de Ciclismo

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