A Senda del Oso é um percurso enquadrado dentro dos que se caracterizam como “Vías Verdes” – como são chamados em Espanha -, mas não é um percurso clássico, como os que habitualmente se encontram nesta importante rede de caminhos daquele país.

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O “aventureiro” de referência espanhol, David Cachón, lançou-se para fazer o percurso, mas de uma forma um pouco mais espetacular do que os “comuns dos mortais”!

“As Astúrias conseguem sempre surpreender-me. São tantas as joias que esta comunidade esconde que não me canso de a visitar vezes sem conta. Mar, serra, trilhos, paisagens idílicas, natureza selvagem, gastronomia invejável…”, começa por dizer Cachón.

A Senda del Oso é uma rota que consiste em duas antigas linhas ferroviárias mineiras. A primeira vai do Vale de Quirós até a estação de Trubia e a segunda de Caranga de Abajo até as minas de Teverga. Atravessa os municípios de Quirós, Santo Adriano e Proaza.

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O que faz da Senda del Oso tão especial?

“Em primeiro lugar, a Senda del Oso é as Astúrias na sua forma mais pura e um percurso adequado a todos os públicos. Além disso, está localizado num enclave espetacular. Ao longo do percurso cruzamos pontes, túneis e desfiladeiros”, explicou.

E acrescentou: “Em segundo lugar, a Senda del Oso é uma rota linear. No entanto, pode-se adaptar a duração às necessidades de cada um. Desde um simples percurso de duas horas até um dia mais desportivo e de maior duração e distância.”

Percorrer a Senda del Oso, dada a ligeira diferença de desnível entre o ponto inicial e final (145 e 450 metros), torna-se num passeio agradável (David Cachón)

Mas não para por aí… “Em terceiro lugar, ao longo da Senda del Oso passar-se-á por diferentes povoações onde se encontrará cafés, bares e restaurantes. Da mesma forma, se se gosta do plano de um piquenique, também se encontrará a possibilidade de parar numa das áreas para o efeito na Senda del Oso.”

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Embora a superfície seja maioritariamente asfalto (praticável com qualquer tipo de bicicleta) é mais adequada para fazer o percurso de bicicleta de BTT ou de gravel. Há a subida até Tuñón, para se decidir que direção tomar, ou seja, se deve subir primeiro (melhor para os mais pequenos) ou não.

“Percorrer a Senda del Oso, dada a ligeira diferença desnível entre os pontos de partida e chegada (145 e 450 metros), torna-se um passeio agradável, acessível para ciclistas de qualquer nível. O tempo total do percurso, nos dois sentidos, será de cerca de três horas”, diz Cachón, deixando claro como é fácil este percurso, que pode ser feito em família.

“O troço de 22 quilómetros que vai de Tuñón a Entrago decorre sempre em terreno pavimentado, com vedação de proteção, fontes frequentes de abastecimento e sinalização informativa sobre flora e fauna, monumentos da zona, percursos alternativos ou conselhos”, descreve.

David Cachón não viu uma das atracções e que a diferencia esta “Senda” das restantes “Vías Verdes” e daí o seu nome: o urso pardo.

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“Talvez a maior atração deste passeio, pelo menos para os mais novos, é poder contemplar de perto dois ursos asturianos: “Paca” e “Moli”, passam o dia de um lado para o outro, dentro de um monte cercado ao lado do percurso. O primeiro vive aqui desde 1996. O segundo chegou às instalações em 2018, após a morte de Tola. A decisão conta com o apoio de especialistas e biólogos da Estação Biológica de Doñana”, garante.

As melhores épocas do ano para percorrer a Senda del Oso são a primavera, o verão e o outono, evitando o inverno, que se presume ser sempre mais frio e chuvoso. Palavra de David Cachón.

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