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Começa a 8 de Maio e termina no último dia do mês. É a 109ª edição da Volta a Itália, a abertura das grandes voltas em 2026! Ao longo de 21 etapas, os melhores ciclistas do pelotão percorrem qualquer coisa como 3.468 km, com 48.000 metros de acumulado!

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E neste artigo podes ver tudo sobre o Giro. É aqui que vamos centralizar todas as notícias publicadas no GoRide.pt e mais abaixo encontras também os ciclistas que consideramos favoritos à vitória, as equipas e os perfis de todas as etapas. 

Notícias recentes

Portugueses em prova

Confirmada a ausência de João Almeida, os ciclistas lusos com participação na Volta a Itália 2026 são António Morgado, pela UAE Team Emirates-XRG (em estreia absoluta no Giro) e também Afonso Eulálio, pela Bahrain Victorious.


Onde ver
  • Como já é habitual em Portugal, os canais Eurosport asseguram a transmissão em direto de todas as etapas da Volta a Itália 2025. Bastará consultar a programação para verificar a que horas começam a acompanhar cada etapa.
  • Na plataforma de streaming (paga) HBO Max também há transmissão em direto diariamente, sendo que aqui é provável que as tiradas comecem a ser acompanhadas logo desde o início.

Equipas / Start List


Favoritos

Jonas Vingegaard (Visma | Lease a Bike) parte como o grande favorito à vitória final na Volta a Itália 2026. Sem Tadej Pogacar e com João Almeida fora da corrida por doença, o dinamarquês surge como o nome mais forte da lista, tanto pela qualidade em montanha como pela capacidade no contrarrelógio.

O percurso também lhe assenta bem. Há muita montanha, várias chegadas em alto e um contrarrelógio longo em que poderá ganhar tempo a quase todos os rivais diretos.

A grande questão será a gestão do esforço, já que Vingegaard deverá ter também o Tour no horizonte, e aí o seu adversário principal já será Pogacar. Se conseguir controlar a corrida sem se desgastar demasiado, será difícil batê-lo.

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Giulio Pellizzari (Red Bull – BORA – hansgrohe) aparece depois como uma das grandes histórias desta edição. O italiano chega ao Giro com estatuto reforçado, depois de mostrar evolução clara nas provas por etapas.

Já foi sexto no Giro e na Vuelta em 2025, mas agora entra com outra responsabilidade. Aos 22 anos, tem a oportunidade de confirmar que pode liderar uma equipa numa Grande Volta e lutar pelo pódio em casa.

A Red Bull-BORA-hansgrohe tem ainda Jai Hindley, vencedor do Giro em 2022. O australiano conhece bem esta corrida e sabe como gerir três semanas, mas chega com menos sinais fortes do que Pellizzari.

A equipa poderá jogar com duas “cartas”, o que pode ser uma vantagem tática. Mas também será importante perceber quem se afirma como líder real quando a estrada começar a subir.

Adam Yates deverá assumir a liderança da UAE Team Emirates-XRG na ausência de João Almeida. O britânico tem experiência, qualidade em montanha e já mostrou capacidade para terminar bem colocado em Grandes Voltas.

Ainda assim, não parte no mesmo patamar de Vingegaard. Terá de atacar nas subidas e limitar perdas no contrarrelógio, campo em que pode ceder tempo importante.

Jay Vine poderá ser a alternativa da UAE, embora pareça mais provável vê-lo com liberdade para etapas ou para a classificação da montanha. Tem qualidade em subida, mas ainda não deu garantias como candidato consistente à geral de uma Grande Volta.

Egan Bernal (INEOS Grenadiers) é outro nome a acompanhar. O colombiano venceu o Giro em 2021 e parece estar a aproximar-se novamente de um nível competitivo elevado.

A sua experiência e capacidade em alta montanha fazem dele um candidato credível ao pódio, sobretudo se chegar forte à última semana. A dúvida está na consistência e no impacto do contrarrelógio.

A INEOS tem também Thymen Arensman, um corredor com “motor” para três semanas e capacidade para crescer ao longo da corrida.

Já venceu etapas de montanha no Tour e tem qualidade suficiente para discutir lugares altos, mas precisa de evitar os dias maus e começar bem, algo que nem sempre aconteceu no passado.

Felix Gall (Decathlon CMA CGM) entra como um candidato muito sólido ao top 5. O austríaco tem sido um dos corredores mais regulares em provas por etapas e este Giro pode ser uma boa oportunidade para tentar finalmente chegar ao pódio de uma Grande Volta. O percurso, com muita montanha e menos contrarrelógio do que outras edições, joga a seu favor.

Derek Gee (Lidl-Trek) também merece atenção. O canadiano já foi quarto no Giro e tem uma relação especial com esta corrida, onde se revelou ao grande público. A preparação não terá sido perfeita, mas se recuperar o nível da época passada pode voltar a lutar pelo top 5 e, dependendo da evolução da corrida, até pelo pódio.

Richard Carapaz (EF-Education-EasyPost) é outro nome que nunca pode ser ignorado no Giro. Já venceu a prova e tem perfil agressivo, capaz de mexer na corrida em dias de montanha. Pode não ser o favorito principal, mas é um corredor que raramente corre de forma passiva.

Sendo assim, estes podem ser os principais favoritos à geral:

  • Jonas Vingegaard
  • Giulio Pellizzari
  • Adam Yates
  • Egan Bernal
  • Jai Hindley
  • Felix Gall
  • Thymen Arensman
  • Derek Gee
  • Richard Carapaz
  • Jay Vine

No papel, Vingegaard é o homem a bater. Mas o Giro raramente segue apenas o papel. Com Blockhaus logo na primeira semana, um contrarrelógio longo na segunda e Dolomitas duríssimos na terceira, há terreno suficiente para virar a corrida várias vezes antes da chegada a Roma.


Etapas e percurso

A Volta a Itália 2026 tem um percurso longo, seletivo e com decisões distribuídas ao longo das três semanas. Não é uma edição totalmente concentrada na última semana, embora os Dolomitas voltem a guardar alguns dos momentos mais duros.

A prova começa na Bulgária, regressa a Itália pelo sul, atravessa os Apeninos, sobe ao Vale de Aosta, faz uma curta passagem pela Suíça e termina em Roma.

No total, a corrida terá mais de 3.400 quilómetros e quase 50.000 metros de desnível acumulado.

Há apenas um contrarrelógio individual, mas é longo o suficiente para criar diferenças importantes. A montanha aparece cedo, com o Blockhaus logo na 7.ª etapa, e volta a ganhar peso na segunda e terceira semanas.

Etapa 1
Data: 8 maio
Partida: Nessebar
Chegada: Burgas
Distância: 147 km
Acumulado: 876 m

A primeira semana começa com três etapas na Bulgária. A etapa inaugural, entre Nessebar e Burgas, deverá favorecer os sprinters e pode entregar a primeira camisola rosa a um homem rápido.

Etapa 2
Data: 9 maio
Partida: Burgas
Chegada: Veliko Tarnovo
Distância: 221 km
Acumulado: 2.411 m

Etapa 3
Data: 10 maio
Partida: Plovdiv
Chegada: Sofia
Distância: 175 km
Acumulado: 1.577 m

A segunda etapa, até Veliko Tarnovo, já é mais perigosa, com uma subida curta e dura perto do final que pode afastar alguns sprinters puros. A terceira, entre Plovdiv e Sofia, volta a parecer mais controlável para as equipas dos velocistas.

Etapa 4
Data: 12 maio
Partida: Catanzaro
Chegada: Cosenza
Distância: 138 km
Acumulado: 1.681 m

Depois do primeiro dia de descanso, o Giro entra em Itália pela Calábria. A 4.ª etapa, entre Catanzaro e Cosenza, parece acessível, mas tem uma subida longa a meio e final ligeiramente ascendente.

Etapa 5
Data: 13 maio
Partida: Praia a Mare
Chegada: Potenza
Distância: 203 km
Acumulado: 3.740 m

A 5.ª etapa, até Potenza, já será um dia de fuga ou de puncheurs, com terreno irregular e a subida de Montagna Grande di Viggiano como principal dificuldade.

Etapa 6
Data: 14 maio
Partida: Paestum
Chegada: Nápoles
Distância: 141 km
Acumulado: 684 m

A 6.ª etapa, até Nápoles, deverá voltar a abrir espaço aos sprinters, embora a pequena subida final em Fuorigrotta possa complicar a vida a alguns.

Etapa 7
Data: 15 maio
Partida: Formia
Chegada: Blockhaus
Distância: 244 km
Acumulado: 4.472 m

A 7.ª etapa é o primeiro grande teste da geral. São mais de 240 quilómetros até ao Blockhaus, com cerca de 4.500 metros de desnível. A subida final é longa, dura e regular, com vários quilómetros acima dos 10%.

Será o primeiro dia em que os favoritos não se poderão esconder. Quem estiver mal posicionado ou sem pernas pode perder muito tempo ainda antes do fim da primeira semana.

 Etapa 8
Data: 16 maio
Partida: Chieti
Chegada: Fermo
Distância: 156 km
Acumulado: 1.872 m

A 8.ª etapa, entre Chieti e Fermo, tem perfil clássico de etapa traiçoeira. A primeira parte é acessível, mas os últimos 60 quilómetros incluem várias subidas curtas e duras, incluindo Capodarco e a subida final para Fermo. É terreno para ataques, diferenças curtas e possíveis surpresas.

Etapa 9
Data: 17 maio
Partida: Cervia
Chegada: Corno alle Scale
Distância: 184 km
Acumulado: 2.352 m

A 9.ª etapa, até Corno alle Scale, fecha a primeira semana com uma chegada em subida longa, não brutal, mas exigente no final. Pode não rebentar a corrida, mas vai testar a consistência dos candidatos à geral.

Etapa 10
Data: 19 maio
Partida: Viareggio
Chegada: Massa
Distância: 42 km
Acumulado: 98 m

A segunda semana começa com o único contrarrelógio individual da corrida. A 10.ª etapa, entre Viareggio e Massa, terá cerca de 40 quilómetros praticamente planos.

É um dia essencial para a geral. Os especialistas podem ganhar bastante tempo e os trepadores menos fortes contra o relógio terão de limitar danos. Num Giro com apenas um contrarrelógio, esta etapa ganha ainda mais peso.

Etapa 11
Data: 20 maio
Partida: Porcari
Chegada: Chiavari
Distância: 195 km
Acumulado: 2.550 m

A 11.ª etapa, até Chiavari, volta a abrir espaço a movimentações. O percurso é irregular, com estradas mais técnicas e subidas que podem afastar os sprinters.

Etapa 12
Data: 21 maio
Partida: Imperia
Chegada: Novi Ligure
Distância: 175 km
Acumulado: 2.165 m

A 12.ª etapa, entre Imperia e Novi Ligure, aproxima-se de um dia para homens rápidos, embora algumas subidas na segunda metade possam baralhar o controlo.

Etapa 13
Data: 22 maio
Partida: Alessandria
Chegada: Verbania
Distância: 189 km
Acumulado: 1.398 m

A 13.ª etapa, até Verbania, também parece acessível, mas os últimos 25 quilómetros incluem duas subidas que podem inspirar ataques antes da chegada junto ao lago.

Etapa 14
Data: 23 maio
Partida: Aosta
Chegada: Pila (Gressan)
Distância: 133 km
Acumulado: 4.202 m

A 14.ª etapa, entre Aosta e Pila, é uma das mais importantes do Giro. São apenas 133 quilómetros, mas com mais de 4.000 metros de desnível. A corrida começa praticamente a subir, passa por várias dificuldades no Vale de Aosta e termina em Pila, numa subida longa e constante.

É daquelas etapas curtas em que tudo pode acontecer cedo, sobretudo se alguma equipa quiser endurecer a corrida desde o início.

Etapa 15
Data: 24 maio
Partida: Voghera
Chegada: Milão
Distância: 157 km
Acumulado: 630 m

A 15.ª etapa, até Milão, deverá ser uma oportunidade para os sprinters antes do último descanso.

Etapa 16
Data: 26 maio
Partida: Bellinzona
Chegada: Carì
Distância: 113 km
Acumulado: 2.961 m

A terceira semana começa forte, com a 16.ª etapa entre Bellinzona e Carì. É curta, tem pouco mais de 110 quilómetros, mas quase 3.000 metros de desnível e chegada em alto. A subida final a Carì, com cerca de 12 quilómetros a 8%, pode ser decisiva, sobretudo depois do dia de descanso.

Etapa 17
Data: 27 maio
Partida: Cassano d’Adda
Chegada: Andalo
Distância: 202 km
Acumulado: 3.216 m

A 17.ª etapa, até Andalo, parece talhada para uma fuga. É longa, irregular e chega numa fase da corrida em que muitas equipas já estarão à procura de vitórias de etapa.

Etapa 18
Data: 28 maio
Partida: Fai della Paganella
Chegada: Pieve di Soligo
Distância: 171 km
Acumulado: 1.889 m

A 18.ª etapa, até Pieve di Soligo, pode ser outro dia para escapadas, embora o Muro di Ca’ del Poggio perto do final possa eliminar alguns sprinters e lançar ataques.

Etapa 19
Data: 29 maio
Partida: Feltre
Chegada: Alleghe (Piani di Pezzè)
Distância: 151 km
Acumulado: 4.834 m

A 19.ª etapa é a etapa rainha. Feltre-Alleghe, com chegada em Piani di Pezzè, junta Passo Duran, Forcella Staulanza, Passo Giau, Passo Falzarego e uma subida final curta, mas muito dura.

O Passo Giau será a Cima Coppi da edição, se o tempo permitir. É o dia mais difícil do Giro e aquele onde uma má jornada pode destruir qualquer ambição de pódio.

Etapa 20
Data: 30 maio
Partida: Gemona del Friuli
Chegada: Piancavallo
Distância: 200 km
Acumulado: 3.827 m

A 20.ª etapa, até Piancavallo, surge como último grande teste. Tem quase 200 quilómetros e duas passagens pela subida de Piancavallo. Mesmo que a corrida pareça decidida, este é o tipo de etapa onde ainda se pode perder tudo. A última subida será provavelmente o derradeiro ponto de ataque para quem ainda tiver forças.

Etapa 21
Data: 31 maio
Partida: Roma
Chegada: Roma
Distância: 131 km
Acumulado: 1.329 m

A 21.ª etapa, em Roma, deverá ser sobretudo cerimonial para a geral, com final provável ao sprint. Ainda assim, pode ter importância na luta pela classificação por pontos, caso a maglia ciclamino esteja em aberto.


Etapas-chave a não perder:

  • Etapa 7: Formia-Blockhaus
  • Etapa 8: Chieti-Fermo
  • Etapa 10: Viareggio-Massa, contrarrelógio individual
  • Etapa 14: Aosta-Pila
  • Etapa 16: Bellinzona-Carì
  • Etapa 19: Feltre-Alleghe/Piani di Pezzè
  • Etapa 20: Gemona del Friuli-Piancavallo

Detalhes e perfis de todas as etapas:

Etapa Data Partida Chegada Distância Acumulado
1 8 maio Nessebar Burgas 147 km 876 m
2 9 maio Burgas Veliko Tarnovo 221 km 2.411 m
3 10 maio Plovdiv Sofia 175 km 1.577 m
Descanso 11 maio
4 12 maio Catanzaro Cosenza 138 km 1.681 m
5 13 maio Praia a Mare Potenza 203 km 3.740 m
6 14 maio Paestum Nápoles 141 km 684 m
7 15 maio Formia Blockhaus 244 km 4.472 m
8 16 maio Chieti Fermo 156 km 1.872 m
9 17 maio Cervia Corno alle Scale 184 km 2.352 m
Descanso 18 maio
10 19 maio Viareggio Massa 42 km 98 m
11 20 maio Porcari Chiavari 195 km 2.550 m
12 21 maio Imperia Novi Ligure 175 km 2.165 m
13 22 maio Alessandria Verbania 189 km 1.398 m
14 23 maio Aosta Pila (Gressan) 133 km 4.202 m
15 24 maio Voghera Milão 157 km 630 m
Descanso 25 maio
16 26 maio Bellinzona Carì 113 km 2.961 m
17 27 maio Cassano d’Adda Andalo 202 km 3.216 m
18 28 maio Fai della Paganella Pieve di Soligo 171 km 1.889 m
19 29 maio Feltre Alleghe (Piani di Pezzè) 151 km 4.834 m
20 30 maio Gemona del Friuli Piancavallo 200 km 3.827 m
21 31 maio Roma Roma 131 km 1.329 m


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