A terceira semana da Volta a Itália costuma transformar etapas aparentemente controláveis em jornadas caóticas. E esta encaixa perfeitamente nesse cenário.
Com quase 202 quilómetros, acumulado a ter em conta e várias zonas de desgaste contínuo, o dia promete colocar muitas equipas perante uma das últimas oportunidades reais para salvar a corrida.
O percurso entre Cassano d’Adda e Andalo não apresenta nenhuma subida com potencial para ser decisiva, mas é precisamente essa irregularidade constante que poderá tornar a etapa perigosa…
A estrada sobe e desce praticamente durante toda a segunda metade do dia, sem grandes momentos de recuperação.
Os primeiros 50 quilómetros são planos, mas dificilmente tranquilos.
A luta para entrar na fuga deverá começar imediatamente após a partida e poderá prolongar-se durante bastante tempo, sobretudo porque muitas equipas sem objetivos na geral vão tentar colocar homens fortes na frente da corrida.
A primeira subida relevante surge no Passo dei Tre Termini, com mais de oito quilómetros de extensão, antes de novas dificuldades intermédias continuarem a desgastar o pelotão.
Mesmo quando o perfil aparenta suavizar, a estrada continua irregular e incómoda, acumulando fadiga nas pernas numa altura em que o Giro já pesa bastante.
O final em Andalo também está longe de ser simples.
Depois de sucessivas mudanças de ritmo, os corredores enfrentam ainda uma última subida curta mas explosiva, colocada muito perto da meta.
Um ataque bem colocado nesse ponto pode ser suficiente para decidir a etapa.
Por isso, o cenário mais provável passa por uma vitória da fuga.
Equipas com liberdade tática e corredores resistentes poderão aproveitar o desgaste acumulado dos homens da geral, que deverão estar mais concentrados nas grandes jornadas de montanha ainda por disputar.
Entre os nomes que melhor encaixam numa etapa deste género surgem corredores como Michael Valgren, Jhonatan Narváez, Alberto Bettiol, Andreas Leknessund ou Giulio Ciccone.
Todos têm capacidade para sobreviver num dia duro, interpretar bem os momentos decisivos e atacar no timing certo.
Etapa 17
Data: 27 maio
Partida: Cassano d’Adda
Chegada: Andalo
Distância: 202 km
Acumulado: 3.216 m
A 17.ª etapa, até Andalo, parece talhada para uma fuga. É longa, irregular e chega numa fase da corrida em que muitas equipas já estarão à procura de vitórias de etapa.




