A extraordinária prestação de Afonso Eulálio no Giro teve reflexos não apenas no plano desportivo, mas também financeiro. O ciclista português foi o principal responsável pelos prémios arrecadados pela Bahrain-Victorious, que terminou a prova italiana como a terceira equipa mais premiada da competição, com um total superior a 108 mil euros.
Grande parte desse montante resultou do protagonismo do corredor figueirense ao longo das três semanas de corrida. Eulálio vestiu a camisola rosa durante nove etapas e liderou a classificação da juventude durante 17 dias, desempenho que lhe permitiu gerar a maior fatia das receitas da formação do Médio Oriente. Fora da influência direta do português, apenas os 11.010 euros conquistados por Alec Segaert graças à vitória numa etapa contribuíram de forma significativa para o total da equipa.
Aos 24 anos, Eulálio destacou-se como o principal ativo da Bahrain-Victorious nesta edição do Giro. A liderança da classificação geral valeu-lhe 18 mil euros, fruto dos nove dias passados de rosa. A isso somaram-se os prémios correspondentes à liderança da classificação dos jovens, recompensada em 750 euros por etapa. As duas camisolas foram conquistadas simultaneamente após a quinta jornada da corrida, etapa em que o português terminou na segunda posição, apenas superado pelo espanhol Igor Arrieta. Esse resultado valeu-lhe mais 5.508 euros.
O saldo financeiro do português foi ainda reforçado pela conquista final da camisola branca, que premiou o melhor jovem da prova com 10 mil euros. A sexta posição na classificação geral acrescentou 13.588 euros, enquanto a distinção de corredor mais combativo na 18.ª etapa rendeu mais mil euros.
Se Eulálio foi uma das figuras da corrida, a supremacia coletiva pertenceu à Visma-Lease a Bike. Liderada por Jonas Vingegaard, a formação neerlandesa dominou amplamente a distribuição dos prémios monetários, arrecadando mais de 408 mil euros — mais do dobro do valor obtido por qualquer outra equipa.
A vitória final do dinamarquês, que alcançou a quarta Grande Volta da carreira e entrou para o restrito grupo de corredores vencedores da Tripla Coroa do ciclismo, esteve na base desse domínio. A equipa conquistou ainda seis triunfos em etapas: cinco assinados por Vingegaard e um por Sepp Kuss, vencedor da etapa rainha. A soma destes resultados, juntamente com os prémios associados à posse da camisola rosa, elevou significativamente os ganhos da estrutura neerlandesa.
No total, a organização do Giro distribuiu cerca de 1,6 milhões de euros em prémios. A Decathlon CMA CGM terminou na segunda posição do ranking financeiro, com 183.386 euros, impulsionada sobretudo pelo segundo lugar de Felix Gall na classificação geral.
Já a UAE Emirates-XRG conseguiu transformar uma participação que começou de forma atribulada numa campanha financeiramente positiva. Depois de perder Adam Yates, Jay Vine e Marc Soler antes da terceira etapa, a equipa respondeu com quatro vitórias parciais. Jhonatan Narváez venceu três etapas e Igor Arrieta conquistou outra, permitindo à formação alcançar 101.065 euros em prémios, o melhor resultado entre as equipas sem representantes nos lugares cimeiros da geral.
Entre as restantes equipas em destaque surgem a Red Bull-BORA Hansgrohe, com 95.710 euros, a Lidl-Trek, com 94.875, a Soudal Quick-Step, com 84.936, e a XDS Astana, que acumulou 74.059 euros. Merece ainda referência a Polti, melhor equipa fora do WorldTour em termos financeiros, graças aos 62.361 euros conquistados e ao nono lugar nesta classificação.
No fundo da tabela ficou a Picnic PostNL. Sem resultados de relevo ao longo da corrida, a equipa chegou ao final do Giro com apenas 2.179 euros em prémios, o valor mais baixo entre todas as formações presentes.
