Vamos tentar resumir tudo rapidamente neste primeiro momento do artigo: Afonso Eulálio confirmou hoje que é um dos ciclistas mais promissores da atualidade no WorldTour, ao garantir o 6º lugar na classificação geral da Volta a Itália 2026, isto se a etapa de amanhã, a final e de consagração, não trouxer contratempo algum.

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Mais: o português da Bahrain-Victorious foi o vencedor da camisola branca da juventude, algo que também é “histórico” para o ciclismo português no Giro, e isto depois de, hoje, na 20ª etapa, se ter batido de igual com os melhores ciclistas presentes na prova.

Basta olhar para o top10 final mais abaixo para tirarmos todas as nossas conclusões relativamente ao “nosso” Afonso Eulálio… Parabéns! Vejamos como tudo aconteceu.

Antes de mais, refira-se o que está à vista de todos: Jonas Vingegaard está num patamar bem acima de todos os ciclistas presentes no Giro. Aliás, arriscamos dizer que continua a ser o segundo melhor ciclista da atualidade logo a seguir a Tadej Pogacar. O Tour deste ano será interessante!

Hoje, o dinamarquês venceu pela quinta vez nesta edição da Volta a Itália, todas as cinco etapas em alto, claro. Afonso Eulálio foi 7.º na etapa, como já referimos, e garantiu a camisola branca. Chega a Roma no 6.º lugar da geral.

Vingegaard voltou a ser o mais forte nas montanhas italianas, em Piancavallo, deixando praticamente encerrada a discussão pela classificação geral antes da chegada final a Roma.

Numa jornada que incluía duas passagens pela exigente subida de Piancavallo, o líder da Visma | Lease a Bike atacou a pouco mais de dez quilómetros da meta e ninguém conseguiu acompanhar o seu ritmo.

Felix Gall ainda tentou responder à aceleração inicial, mas rapidamente percebeu que o dinamarquês seguia noutro nível. Aguentou dez segundos…

A partir desse momento, Vingegaard voltou a fazer aquilo que tem feito ao longo de grande parte deste Giro: aumentar gradualmente a vantagem até cruzar a meta isolado.

Foi a quinta vitória de etapa do dinamarquês nesta edição da corrida italiana e a confirmação definitiva de uma superioridade raramente colocada em causa ao longo das três semanas.

Mas, para os adeptos portugueses, uma parte importante da história do dia teve outro protagonista.

Afonso Eulálio voltou a assinar uma exibição impressionante numa das etapas mais duras da corrida.

O jovem corredor da Bahrain-Victorious acompanhou durante grande parte da subida final alguns dos melhores homens da classificação geral e mostrou, mais uma vez, que pertence ao grupo dos mais fortes deste Giro.

Enquanto vários corredores iam ficando para trás nas rampas de Piancavallo, Eulálio manteve-se firme entre os principais candidatos da corrida. Quando a luta pela classificação geral entrou na sua fase decisiva, o português continuava entre os melhores e acabou por cruzar a meta num excelente 7.º lugar.

O resultado permitiu-lhe assegurar matematicamente a camisola branca de melhor jovem da prova, um dos feitos mais importantes da sua ainda curta carreira profissional no WorldTour.

Além da vitória na classificação da juventude, Eulálio chega à última etapa instalado num notável 6.º lugar da classificação geral, a 9m39s de Vingegaard.

Um resultado que poucos teriam antecipado no início da corrida e que confirma o enorme salto competitivo dado pelo corredor português nesta temporada.

A luta pela geral ficou praticamente resolvida em Piancavallo. Felix Gall consolidou o segundo lugar e Jai Hindley segurou a terceira posição do pódio provisório, enquanto Thymen Arensman e Derek Gee continuam logo atrás.

No domingo, o Giro termina com a tradicional etapa de consagração em Roma. Salvo incidente inesperado, Jonas Vingegaard tornará realidade um objetivo histórico: juntar o Giro d’Italia ao Tour de France e à Vuelta a España, entrando no restrito grupo de ciclistas que venceram as três Grandes Voltas.

Para Portugal, porém, Roma terá também outro significado. Será o palco da consagração de Afonso Eulálio como vencedor da camisola branca e de uma das maiores prestações portuguesas de sempre numa Grande Volta.