A partir de hoje, oficialmente, passam a ser oito os vencedores das três Grandes Voltas do ciclismo: na última etapa da prova, eis a consagração de Jonas Vingegaard como o grande vencedor da Volta a Itália 2026!

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E, ao cair do pano, vitória na etapa para talvez o sprinter mais pressionado a vencer este ano: Johnatan Milan. O velocista da Lidl-Trek foi batido em pelo menos três tiradas ao longo das últimas três semanas por Paul Magnier, que venceu três etapas ao sprint.

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Nota especial desde já para António Morgado, que foi também ao sprint e cortou a meta na 22ª posição, e para a passagem tranquila de Afonso Eulálio pela minha final como grande vencedor da camisola branca da juventude.

A Volta a Itália 2026 chegou este domingo ao fim em Roma com vitória de Jonathan Milan na tradicional chegada ao sprint da última etapa e com Jonas Vingegaard a confirmar oficialmente a conquista da camisola rosa.

Para o ciclismo português, confirma-se o grande feito de Afonso Eulálio. O jovem corredor da Bahrain-Victorious concluiu o Giro no sexto lugar da classificação geral e garantiu a vitória na classificação da juventude, protagonizando uma das melhores prestações portuguesas de sempre numa Grande Volta.

A derradeira etapa pouco alterou as contas da geral. Como é habitual, os principais candidatos limitaram-se a cumprir os quilómetros finais até Roma, deixando a luta pela vitória do dia para os velocistas.

Quase dava para a fuga, mas não deu: depois de várias tentativas ao longo das últimas três semanas, Jonathan Milan conseguiu finalmente alcançar o triunfo que perseguia desde o início da corrida.

O italiano da Lidl-Trek foi o mais forte no sprint final da capital italiana e fechou o Giro com uma vitória muito desejada diante do público da casa.

Milan tinha chegado à prova como um dos principais favoritos às chegadas ao sprint, mas encontrara sempre adversários mais fortes ou circunstâncias desfavoráveis. Em Roma, tudo correu finalmente a seu favor e o italiano pôde celebrar a primeira vitória desta edição.

Atrás da luta pelo triunfo na etapa, o pelotão viveu uma jornada de consagração para Jonas Vingegaard. O dinamarquês da Visma | Lease a Bike controlou a corrida desde as primeiras grandes montanhas e termina o Giro com cinco vitórias de etapa e uma vantagem confortável sobre os restantes candidatos.

Com este triunfo, Vingegaard torna-se o oitavo corredor da história a vencer as três Grandes Voltas do ciclismo mundial: Tour de France, Vuelta a España e Giro d’Italia.

Jonas Vingegaard não resistiu à emoção na flash interview e saiu da entrevista lavado em lágrimas, passamos a expressão, e, claro, com a “tripla coroa”. Que ciclista fantástico! Vejamos o que consegue fazer frente a Pogacar muito em breve…

Mas entre os grandes vencedores desta edição está também Afonso Eulálio, agora o terceiro melhor português na história do Giro.

O português chegou ao Giro sem figurar entre os principais candidatos da classificação geral, mas foi crescendo ao longo das três semanas e mostrou-se competitivo tanto nas etapas de média montanha como nos dias mais exigentes dos Alpes e dos Dolomitas.

A regularidade revelou-se decisiva. Enquanto vários nomes importantes perderam tempo ou abandonaram a corrida, Eulálio foi sempre capaz de se manter entre os melhores, chegando mesmo a discutir posições com alguns dos mais experientes trepadores do pelotão internacional.

A excelente prestação na etapa de Piancavallo, onde terminou em sétimo lugar e confirmou matematicamente a camisola branca, acabou por simbolizar um Giro que poderá representar um momento de viragem na carreira do corredor português.

Eulálio é hoje um voltista, não temos dúvidas, e ficamos agora à espera de vê-lo ação ainda este ano numa outra grande volta. Possível? Vamos esperar para ver…

No final das três semanas de competição, Eulálio termina em sexto da geral, a 9m39s de Vingegaard, e leva para casa a classificação da juventude, um resultado que o coloca entre as maiores revelações da edição de 2026 da Corsa Rosa.