Mathieu Van der Poel parte como um dos grandes candidatos à vitória da camisola “arco-íris” em Glasgow; contudo, o ciclista neerlandês antevê um cenário imprevisível… Tanto pelos fortes adversários como pelas características pouco usuais do circuito da prova do Campeonato Mundial de Ciclismo de amanhã.

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É um dos maiores objetivos do ano para a grande maioria dos ciclistas, o título de campeão mundial de fundo, e numa entrevista à imprensa neerlandesa Van der Poel não descarta o favoritismo, mas diz que o leque de potenciais vencedores é bastante alargado…

Segundo o Wielerflits, Van der Poel não avança “nomes”. “Podia apontar alguns nomes para a vitória, mas são tantos os atletas que podem vencer que não me importo muito com isso. Também faço parte desse leque de favoritos, ainda que as minhas hipóteses de vencer sejam bastante pequenas”, disse Van der Poel.

O ciclista, que já foi visto a fazer várias vezes o reconhecimento ao percurso muito técnico da Gasgow, aponta algumas particularidades de que não é muito a favor, mas também não é contra.

“Conheço muito do percurso derivado aos europeus de 2018. Parece-me que ainda existem mais curvas. É uma corrida de curva para curva”. Acrescentou ainda que “poderiam ter desenhado o percurso de forma diferente, visto que vamos dar muitas voltas. Talvez tivesse sido melhor fazer voltas maiores com menos voltas ao circuito. Desta forma não é normal no nosso ciclismo”, explica.

Com duas subidas difíceis e com o elevado grau técnico do percurso de 271 kms, Van der Poel considera que algum tipo de azar mecânico ou queda pode resultar num gasto demasiado acrescido. Rejeitou ainda a hipótese de fazer marcação serrada a algum tipo de adversário, nem mesmo aos mais fortes (e favoritos), como Evenepoel, Wout Van Aert ou Philipsen.

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“Não nos devemos focar numa só pessoa, pelo menos é o que eu acho. Com um percurso destes há muitos atletas que sabem que vão ter de atacar cedo. Vamos ter um final longo e difícil. Há algumas seleções que seria importante acompanhar, como a Bélgica ou a Dinamarca…”, concluiu o ciclista.

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Imagens: Apecin-Deceuninck

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