Mathieu van der Poel deu mais um recital de ciclocrosse, esta quinta-feira, em prova do troféu Superprestige, em Diegem, na Bélgica. No circuito mais rápido até à data na temporada, numa corrida noturna, o neerlandês ainda adiou até meio da prova para desferir o ataque que se revelou decisivo.

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A meio da quarta de oito voltas a uma pista com pouca lama e extensos troços de piso cimentado ou empedrado, subidas e descidas longas, o campeão do mundo manteve-se no grupo da dianteira, deixando que corredores como Michael Vanthourenhout e Eli Iserbyt (Pauwels Sauzen-Bingoal), Thibau Nys e Joris Nieuwenhuis (Baloise-Trek Lions) e Tom Pidcock (INEOS Grenadiers) se revezassem no comando, animando a prova.

Mas na passagem pelo único banco de areia do traçado, onde já se percebera que era (bastante!) mais eficaz do que a concorrência, acelerou e deixou-a para trás! Depois de sair do areal já na frente, o grande dominador da temporada manteve-se a fundo e até levantou terra atrás das rodas, tal a potência do ataque – ver vídeo a seguir:

 

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Até ao final assistiu-se a mais do que mesmo do que tem sucedido desde que Van der Poel iniciou a temporada de ciclocrosse: a uma exibição em solitário do corredor da Alpecin-Deceuninck, brilhante em todo o tipo de obstáculos que as pistas desta disciplina podem impor.

A vantagem de MVDP chegou a ultrapassar um minuto para o duo perseguidor, Tom Pidcock e Eli Iserbyt, igualmente destacados dos demais adversários. O britânico estava com formigas nas pernas e depois de ter lançado hostilidades na fase inicial, explodindo o pelotão perante mais uma multidão que assistia a prova, bateu-se num belo duelo com o belga, que foi decidido apenas na reta da meta, quando Pidcock sprintou para o segundo lugar. A 49 segundos do vencedor MVDP.

Iserbyt conquista desde já o troféu Superprestige 2023/24, quando ainda falta uma última ronda, no dia 10 de fevereiro.

“Foi uma corrida muito divertida. O público foi fantástico, foi uma ótima noite,” afirmou o Van der Poel na entrevista após a corrida. “Estava muito vento, era difícil rolar sozinho, por isso foi uma decisão consciente esperar para ver”, explica MVDP, antes de se referir ao seu ataque brutal na areia que o afastou dos seus rivais. “Esse era o ponto mais difícil, é aí que se pode fazer a diferença”, explica o neerlandês que esta sexta-feira volta à ação no Exact Cross Loenhout – Azencross, onde deverá fazer mais um… recital.

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E no sábado, mais ‘a sério’, em nova ronda da Taça do Mundo, em Hulst, nos Países Baixos, com Wout van Aert e Tom Pidcock.

Classificações

Cyclocross24.com


Imagens Superprestige Twitter

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