O belga Jasper Philipsen (Alpecin-Deceuninck) ganhou ao sprint a terceira etapa da Tirreno-Adriático, num dia em que um corte no pelotão a cerca de 15 quilómetros da meta esteve para custar caro a João Almeida (UAE Team Emirates).

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Perto do final da etapa, a Jumbo-Visma acelerou o pelotão, que começou a estirar-se e a abrir espaços por ação do vento cruzado e várias passagens em localidades com mudanças de direção do trajeto.

Isolou-se um pequeno grupo na frente, com a formação neerlandesa em maioria, incluindo o líder Primoz Roglic, e onde estava igualmente o líder da classificação geral, o italiano Filippo Ganna (INEOS Grenadiers). Mas nada de João Almeida, sexto da tabela e candidato à vitória na corrida italiana!

O português da UAE Team Emirates, mal colocado e surpreendido, foi apanhado no corte e ficou o grande grupo de trás. Felizmente para as aspirações de Almeida, a Jumbo decidiu não continuar o esforço – perante a falta de cooperação das outras equipas – e o pelotão voltou a reagrupar-se a cerca de cinco quilómetros da meta.

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Então, no sprint final, Philipsen, foi brilhantemente lançado pelo seu companheiro de equipa Mathieu van der Poel, e ‘vingou’ o segundo lugar do dia anterior com o seu primeiro triunfo do ano, numa longa etapa de 216 quilómetros entre Follonica e Foligno. O belga impôs-se ao alemão Phil Bauhaus (Bahrain-Victorious), segundo, e do eritreu Biniam Girmay (Intermarché-Circus-Wanty), terceiro.

João Almeida, que não terá ganho para o susto, segue em sexto da geral, a 41 segundos do líder, o italiano Filippo Ganna, que mantém uma vantagem de 28 segundos para o alemão Lennard Kämna (BORA-hansgrohe), segundo, e de 30 para o norte-americano Magnus Sheffield (INEOS Grenadiers), terceiro.

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No final, Filippo Ganna falou sobre o seu dia de azul. “Não posso falar muito sobre o sprint, estava mais atrás, mas foi um dia muito estressante por causa do vento. Quando a equipa Jumbo-Visma acelerou, éramos várias da nossa equipa e queríamos efetivamente fazer diferenças, mas infelizmente o grupo não estava a colaborar bem e o pelotão principal recuperou. É verdade, amanhã será um dia muito difícil, vou ver se consigo manter a camisola”, conclui o recordista da hora.

O outro português em prova, Nelson Oliveira (Movistar), continua em bom plano e é 12.º, a 49 segundos.

Na quinta-feira, mais uma etapa longa, com 218 quilómetros, entre Greccio e Tortoretto, com uma subida para meta a cumprir em três passagens em circuito, que certamente irá testar os candidatos.

Classificações:

www.procyclingstasts.com

Fotos Tirreno-Adriatico Twitter

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