Antes de regressar às competições no Canadá, para os Grandes Prémios de Québec e Montreal, Tadej Pogacar mostrou-se sereno mas ambicioso na conferência de imprensa que antecedeu as provas. O esloveno da UAE Team Emirates, coroado a 27 de julho pela quarta vez na Volta a França, aproveitou o verão para recuperar forças e preparar os últimos grandes objetivos do ano: as clássicas canadianas (12 e 14 de setembro), o Campeonato do Mundo no Ruanda (21 e 28 de setembro), o Campeonato Europeu (5 de outubro) e o Giro di Lombardia (11 de outubro).
“Estou muito bem, obrigado. Depois do Tour, passei algum tempo tranquilo em casa, treinei e agora estou pronto para este final de temporada. Estou feliz com o meu verão”, afirmou o ciclista, admitindo que o cansaço após o Tour é natural. “Quando se corre a toda a velocidade durante três semanas, é normal estar cansado. Não sei porque causou tanto barulho este ano.”
Meet our squad for the upcoming Grand Prix Cycliste de Québec (12 Sept) and Montréal (14 Sept) #GPCQM 🇨🇦🍁:
🇺🇸 @BrandonMcNult
🇪🇨 @NarvaezJho
🇸🇮 @TamauPogi
🇩🇪 @PolittNils
🇫🇷 @PavelSivakov
🇧🇪 @Tim_Wellens
🇬🇧 @AdamYates7 #WeAreUAE pic.twitter.com/9gHPAyTpNM— @UAE-TeamEmirates (@TeamEmiratesUAE) September 11, 2025
Mundial como grande meta
Apesar da longa temporada, Pogacar garante motivação para as últimas corridas. “O Campeonato do Mundo tem sido um grande objetivo desde o início da época. Espero que seja o meu auge. Depois, quero manter a forma até à Lombardia e só depois pensar em férias”, explicou.
A participação na Vuelta a Espanha chegou a estar em cima da mesa, mas foi descartada. “A equipa avisou-me que poderia não ir para dar oportunidade ao João Almeida. Claro que queria participar, mas são muitos dias de corrida. No fim, foi uma boa decisão. Eles estão a vencer etapas sem mim, não precisam de mim (sorri).”
Reação à saída de Ayuso
A formação dos Emirados também vive mudanças, com a anunciada saída de Juan Ayuso no final da época. Pogacar mostrou compreensão: “É triste vê-lo partir, mas entendo que queira uma mudança de ares. O melhor é perguntar-lhe diretamente.”
Preocupação com protestos
O esloveno comentou ainda os protestos que marcaram a Vuelta: “Todos os ciclistas estão um pouco assustados com o que pode acontecer. Estamos a dar o nosso melhor em corrida, e é um novo problema que pode surgir. Dentro do pelotão não se fala muito, mas entre colegas, sim. Pensamos que pode voltar a acontecer em outras provas até ao final da temporada.”
Crédito da imagem: UAE Emirates



