Nathan Haas “pendurou a bicicleta” como ciclista de estrada e dedicou-se a tempo inteiro ao gravel em 2022. Em entrevista à Campagnolo, o australiano conta como tem sido a sua vida.

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Pelo que já se viu, o corredor 33 anos não tem se saído nada mal. Alcançou resultados de grande destaque, como a vitória no Rift da Islândia, prova de 200 quilómetros. O gravel foi algo inicialmente visto como uma moda passageira, mas está a tornar-se um estilo de vida para muitos.

Prova disso é o calendário que Haas avançou (ainda não definitivo) mas, olhando para o seu ano de 2022, assume-se que em 2023 irá estar em mais provas.

Se furas ou tens algum problema, não há mecânico para te ajudar a voltar à estrada. Tens de aprender a arranjar as coisas sozinho, a reparar os furos sozinho. (Nathan Hass)

“Existem algumas corridas que sei que tenho que fazer. Entre elas está o Gralloch [20 de maio] na Escócia, uma nova corrida da UCI Gravel World Series, que me deixa muito animado porque será minha primeira no Reino Unido”, afirmou.

“Outras corridas pelas quais estou muito ansioso são a Rift na Islândia [22 de julho] e muitas outras grandes provas nos Estados Unidos, como as competições Unbound [3 de junho] e a Belgian Waffle Ride”, acrescentou Nathan Haas.

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Aos poucos, Haas está a exigir cada vez mais de si próprio, já que seu nível está a aumentar, ele que como ciclista de estrada passou por equipas como a Cofidis, Katusha-Alpecin, Dimension Data e Garmin Sharp.

“Na Europa, vou concentrar-me em vencer o máximo de corridas possível na UCI Gravel World Series. Por outro lado, estou ansioso para voltar à Islândia para defender meu título do Rift. Finalmente, nos Estados Unidos, quero concentrar-me nas corridas Belgian Waffle Ride”, destacou.

A principal lição que aprendi em 2022 é que o gravel é um desporto completamente diferente do ciclismo de estrada profissional! (Nathan Hass)

Os treinos de gravel são bastante especiais: técnica e resistência andam de mãos dadas. “No momento, treino 15-25 horas por semana. Nessa fase, divido meu tempo entre estrada e terra batida (…). As minhas rotas habituais são geralmente em torno de Adelaide Hills (Austrália). É um lugar fantástico, embora muito difícil de treinar se não se for um bom trepador ou se tiver uma má preparação.”

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Haas é claro sobre o que aprendeu em 2022 e que o ajudou na transição de ciclista de estrada profissional para o gravel, também a nível profissional. “A principal lição que aprendi é que o gravel é um desporto completamente diferente do ciclismo de estrada! Não há momentos em que se dá tudo por cinco minutos e depois para-se de puxar, relaxando, como nas corridas de estrada. Em vez disso, pedala-se forte o dia todo e, quando se precisa forçar, vai-se ainda mais forte”, realçou.

A bicicleta eleita por Nathan Haas

O corredor australiano utiliza uma Colnago G8-X, a máquina de gravel da empresa italiana. É um modelo que combina as últimas tendências por ter um quadro relativamente compacto que oferece reatividade ao conjunto.

A premissa é a aceleração, já que é uma bicicleta para corrida. Mas, a Colnago não se esqueceu de distribuir pontos suficientes para prender porta-bidões ou bolsas.

Destacam-se os designs usados por Haas e são especiais (o padrão G3-X é vendido em duas cores bastante discretas), com algumas combinações marcantes entre roxo e azul claro numa das bicicletas, ou amarelo e verde noutra opção.

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Haas utilizou o grupo Ekar de Campagnolo, acompanhado por rodas de carbono projetadas para o gravel pela empresa italiana: as Levante. Sobre esta escolha, o corredor comentou: “Ambos os componentes oferecem uma grande vantagem, pois são capazes de aguentar as duras condições do singletrack e mantêm-se super competitivos nas subidas, já que ambos são muito leves.”

O componente bikepacking é resolvido por Nathan Haas com a ajuda do amplo catálogo que a Campagnolo tem para este efeito. Bolsas para o guiador, para o selim, para o interior do quadro, para o tubo superior…

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Fotografias: Campagnolo

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