O sprinter Dylan Groenewegen revelou que não duvida da sua boa forma física quando regressar à competição na próxima semana no arranque do Giro de Itália, mas sim do nível de recetividade do pelotão, devido à responsabilidade na queda grave de Fabio Jakobsen na Volta à Polónia de 2020.

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O holandês da Jumbo-Visma reconhece, igualmente, que poderá não ter força mental suficiente para enfrentar a eventual hostilidade de alguns parceiros de profissão.

Groenewegen termina o período de suspensão de nove meses imposta pela UCI devido o incidente com Jakobsen no próximo dia 8 de maio, precisamente a data de início do Giro.

“Algumas pessoas vão responder bem ao meu regresso, algumas pessoas podem achar menos bem. Aceito as emoções de todos”, disse o corredor. “Tenho treinado bem nas últimas semanas, o meu nível físico está muito bom. A única questão é como estarei mentalmente em corrida. Como vou reagir a um pelotão, que certamente estará nervoso, como sempre nas primeiras etapas destas grandes voltas. E como o pelotão vai reagir à minha presença”.

Embora Groenewegen tenha afirmado que enviou mensagens com pedidos de desculpas e reconciliação a Jakobsen, durante o longo período de recuperação do compatriota da Deceuninck, apenas recentemente obteve correspondência e do pai deste, que promoveu um encontro entre os corredores há cerca de duas semanas.

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“O primeiro contato foi com o pai dele [de Jakobsen]. Recebi uma resposta amigável. Achei muito decente”, disse Groenewegen. “Sentámo-nos frente a frente numa pequena sala em Amsterdão, tivemos de desabafar um pouco. Foi uma boa conversa, que prefiro manter sigilosa”.

Durante a sua suspensão, no início deste ano o corredor de 27 anos desvendou que terá recebido proteção policial devido a uma vaga de cartas de ódio e até ameaças de morte. “Aceito as emoções de todos. Não pode ficar pior do que nos últimos meses. Falei muito com um psicólogo. Estou preparado para reações negativas”.

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