Chegou a hora da montanha fazer o primeiro “teste do algodão” aos candidatos à geral deste Giro 2023… Hoje, 6ª feira, 7ª etapa, na subida final para o Gran Sasso d’Italia, ninguém poderá esconder-se, como antevê o diretor desportivo da Jumbo-Visma.

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De qualquer modo, essa ascensão, apesar de muitíssimo longa – mais de 40 km –, pode não ter inclinação suficiente para fazer uma triagem fina nos corredores mais fortes nesta fase da Volta a Itália.

E os mais fortes quem serão, ainda sem quaisquer referências na montanha – a etapa do Lago Laceno (3.º) não foi intensa para mostrar eventuais força ou fragilidade em grande parte dos homens da classificação geral (CG)?

Crê-se que os principais sejam os que eram no arranque da corrida: Remco Evenepoel, João Almeida, Primoz Roglic, Tao Geoghegan Hart, Geraint Thomas e Aleksandr Vlasov…

As palavras de João Almeida são um pouco dúbias sobre o que o português espera desta etapa. “Será o verdadeiro teste para os candidatos à geral. É uma subida muito longa até ao final, não a mais difícil. […] Mas estará frio no final, por isso será certamente duro. Vamos ver como estão as pernas”, declarou em antevisão.

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Por seu turno, Marc Reef, diretor desportivo do Jumbo-Visma, admite a expectativa sobre o desempenho de Roglic, do qual diz estar confiante. “Os corredores da classificação geral vão testar-se. Não podem esconder-se mais. Acreditamos que os últimos cinco km da subida final serão decisivos. Primoz transmite-nos uma boa impressão, por isso estamos confiantes para a etapa. Temos um plano para esta 7.ª etapa”, revelou o responsável.

A ameaça de um plano, a que Remco Evenepoel responde em tom desafiante, não se coibindo de experimentar até os “mind games”. “Tenho a impressão de que Roglic está nervoso. Ele sabe que está 44 segundos atrás”, disse o belga. “Os Jumbo-Visma estão nervosos no pelotão, forçam muito, mas é o estilo deles”, afirmou o belga da Soudal Quick-Step, que eleva a fasquia…

“Depois do contrarrelógio e da etapa de anteontem (4ª etapa), creio que, no momento, sou o mais forte”, declara. “No momento, é um cenário ideal para nós. Na Catalunha, eu estava atrás, agora estou à frente. Para nós não há estresse, mas para eles [Jumbo] creio que deverá haver. Veremos amanhã [hoje] se ele [Roglic] vai tentar ganhar tempo”, conclui o vencedor da última Vuelta, que também deixou claro que seu único objetivo é não perder tempo e focar-se no contrarrelógio de domingo, onde espera fazer as mesmas diferenças que fez na etapa inaugural.

Roglic afirma-se preparado para atacar. “Estou pronto para isso. Muita gente está ansiosa por esta etapa. Espero que seja uma grande batalha. Não vejo a hora”, disse o esloveno.

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O que terão planeado o bloco da INEOS, que poderá atuar em “comboio” desgastante com Ganna, De Plus e Sivakov, preparando ataques, à vez, de Tao e Thomas? ou apostar em tentar meter um dos joker em fuga…

Já da Bora, prevê-se que jogue mais na expectativa, reservando Kamna para a proteção a Vlasov. Têm a palavra os protagonistas. Mas, na nossa opinião, será um grupo incluindo os maiores candidatos à CG a chegar ao alto do Gran Sasso com o mesmo tempo. E, se assim for, Evenepoel vai reforçar o seu favoritismo no contrarrelógio de domingo. Cabe já aos rivais baixarem-lhe a aura de otimismo de campeão do mundo (ou a que aparenta ter)!

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Imagens: Giro d’Italia Twitter

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