Alberto Bettiol contrariou a tendência dos últimos três anos de vitória de um velocista na clássica Milão-Turim, a sua 105.ª edição, a corrida mais antiga do calendário, e com um ataque irresistível a 30 quilómetros da meta isolou-se e não foi mais alcançado.

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Mas não foram apenas os sprínteres que o corredor italiano da EF Education-EasyPost, cuja iniciativa bem-sucedida ocorreu na subida de Prascorsano (3,1 km a 6,9%), a mais difícil do percurso, surpreendeu, mas também, em especial, a equipa da UAE Emirates, que classificou três elementos atrás de Bettiol, que conquista assim a quinta vitória como profissional.

Integrando o grupo de perseguidores e após atacar um pouco antes da bandeira vermelha (do último quilómetro), o suíço Jan Christen, de apenas 19 anos, ficou em segundo lugar, a 7 segundos do vencedor e à frente do compatriota Marc Hirschi (9 s) e do italiano Diego Ulissi, que foram os mais rápidos no sprint entre o grupo perseguidor, e obtiveram a terceira e quarto posições, respetivamente.

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Bettiol atacou a pouco mais de 1 quilómetro do cume da referida subida e ninguém foi capaz de agarrar a roda do italiano da EF Education-EasyPost. O vencedor da Volta a Flandres de 2019 chegou ao topo de Prascorsano com uma vantagem de cerca de 20 segundos sobre um grupo composto por cerca de vinte corredores, liderado pela BORA-hansgrohe, mas rapidamente passou para o dobro da diferença.

Nem a derradeira subida e os últimos 18 quilómetros em descida (13 km) e em falso plano ascendente na aproximação à meta (5 km) com longas retas, pararam Alberto Bettiol, que resistiu a um grupo de perseguidores já sem fôlego, depois desordenado e alcançou a sua primeira vitória desde janeiro de 2022.

Classificação


Créditos da imagem: EF Pro Cyling Twitter – https://twitter.com/EFprocycling/status/1767926133012463867/photo/1

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