Há fatores a que temos de dar atenção antes de começarmos a pedalar com a bicicleta nova. Ver se a suspensão está a trabalhar corretamente, se a altura do selim é a mais adequada, se os pneus estão com a pressão ideal e, claro, se está tudo bem com a afinação dos travões. Isto entre vários outros aspetos.

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Este é um ponto fundamental para que tudo corra bem na volta ou no treino, pela importância que os travões têm no controlo da bicicleta, certo? Com isso em mente, e depois de nos apresentar um vídeo com os segredos dos sistemas de travagem, eis que a Sram volta “à carga” com mais um bom vídeo na série Science of Stopping.

Desta vez, com o título “Brake Tuning and Setup | Mountain Bike Disc Brakes”, a marca destaca o mais importante em relação à afinação dos travões e a tudo o que está ligado ao bom funcionamento do sistema de travagem.

Fazemos o resumo do vídeo em causa e deixamos cinco segredos para uma boa afinação dos travões numa bicicleta de BTT, isto segundo a Sram:

1. Variáveis da afinação dos travões

Este primeiro ponto é na verdade um resumo inicial de todos os outros pontos que vêm a seguir e que ajudam a compor o vídeo. Damos dois exemplos do que é desde logo explicado: a posição incorreta das manetes dos travões pode causa mais cansaço e dor nos braços, algo que irá influenciar negativamente o nosso rendimento.

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E o estado dos travões, mesmo que a bicicleta seja nova: se o sistema não estiver bem montado, configurado e sangrado, não seré possível tirar o maior partido de todas as qualidades da bike. Infelizmente este é um ponto que muitas vezes fica para trás quando alguém monta uma bicicleta nova, pois a prioridade nos ajustes acaba por ir para outros pontos. É normal.

2. Deixar os travões ‘acamarem’

Este é um processo necessário para conseguir retirar todo o potencial da potência de travagem. Esta fase inicial enquanto tudo está novo não faz mais do que transferir uma porção do material da pastilha para o disco, criando assim uma superfície de fricção ideal.

Enquanto a pastilha e os discos não “acamam,” diz a Sram que podemos perder até 50% de potência. Aqueles barulhos que por vezes os teus travões fazem em condições mais húmidas podem estar relacionados com este ponto.

Isto também pode evitar que as pastilhas e os discos fiquem vidrados, criando assim as condições para que não aqueçam em demasia e sejam capazes de apresentar as melhores condições de fricção.

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3. O tipo de pastilhas

O material que compõe as pastilhas poder ser importante para a tua abordagem ao ciclismo e para o desempenho que procuras alcançar. As pastilhas orgânicas têm como qualidade a “mordida” inicial com menos ruído, no entanto não trabalham tão bem em condições de piso molhado e em descidas longas. O aspeto da pastilha é neutro ou cinzento.

Já as pastilhas sinterizadas são ideais para descidas mais acentuadas e trabalham melhor sobre o molhado, refere a marca. São pastilhas fáceis de distinguir, à partida, pois apresentam um aspeto mais metálico.

4. Material das pastilhas vs. dos discos

Se o material das pastilhas é essencial para que a travagem seja a melhor, a combinação desse material com o do disco é igualmente importante. Caso já tenhas pastilhas sinterizadas e um disco também sinterizado então essa combinação é perfeita.

No entanto, se estiveres a pensar fazer alterações é necessário que “alinhes” o disco com a alteração para pastilhas feitas de outro material. Quando isto acontece, as fricções podem não resultar tão bem quando antes, levando a uma perda da potência de travagem.

5. Configuração das manetes

Este é um dos pontos essenciais e nos quais existem várias variantes. A configuração da manete está diretamente relacionada com a posição em que está do guiador, com o ângulo formado por esta posição e com o ajuste do ponto em que se dá o acionamento das pastilhas a “morder” o disco.

O ponto de acionamento, por exemplo: se tens uma mão mais pequena, o acionamento do travão quer-se mais curto; se tens mãos maiores, podes querer “uma” distância maior até ao acionamento.

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Já em relação ao ângulo, este fica ao critério de cada um, variando consoante a abordagem que queres ou a posição em que costumas levar as mãos, de certa forma. Há quem prefira ter as manetes mais abaixo, outros preferem-nas mais “paralelas” ao guiador. Esta variação depende quase sempre do nosso gosto pessoal.

No fundo, todo este ajuste da manete terá de ir ao encontro da combinação do tamanho das mãos, da flexibilidade do sistema e da potência e eficácia do mesmo, visto que há kits de travagem mais funcionais (e mais caros!) que outros.

O que mais importa? Que a bicicleta trave (muito) bem, que haja o mínimo de desgaste possível (para que as pastilhas e os discos durem mais…) e que te sintas o mais confortável possível aos comandos da bicicleta.

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