Magnífico Cort Nielsen! Eis a adaptação do nome próprio do valoroso corredor dinamarquês da formação EF Education-EasyPost ao seu desempenho nesta Volta ao Algarve, onde esta sexta-feira, em Tavira, no final da 3ª etapa, a mais longa e plana da corrida portuguesa, repetiu o triunfo da véspera, no ponto mais alto da região. Em ambos, Magnus magnífico!

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A vitória do nórdico, que lhe permite reforçar a liderança da classificação geral, é digna dos melhores corredores do World Tour, que, convenhamos, tem mostrado ser…

A etapa que estava predestinada para os sprinters após a anulação de uma longa fuga teve um volte-face totalmente inesperado a pouco mais de 20 quilómetros da meta, na passagem pelo sprint bonificado em Vila Real de Santo António. Aí, Magnus Cort acelerou e destacou-se do pelotão, cruzando a linha do meta intermédia em primeiro e amealhando desde logo seis de segundos à sua liderança na geral. Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty) e Tom Pidcock (INEOS Grenadiers) levaram 4” e 2″, respetivamente, e também fazem uma boa operação para a geral.

No entanto, após o sprint, o corredor da EF Education-EasyPost viu-se destacado do pelotão acompanhado de um quinteto de luxo, quase perfeito para um imprevisto contrarrelógio até ao final em Tavira, em terreno plano.

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Nada menos que dois campeões mundiais da especialidade, o italiano Filippo Ganna (INEOS Grenadiers) – duas vezes, em 2020 e 2021 – e o norueguês Tobias Foss (Jumbo-Visma) – atual titular do cetro (2022). A estes acrescentam-se os referidos Rui Costa e Tom Pidcock, e ainda o francês Valentin Madouas (Groupama-FDJ).

Quando se esperava que estes corredores esperassem pelo pelotão, eis que decidem continuar o seu esforço, instigados por… Magnus Cort.

O pânico instalou-se de imediato no pelotão, e não era para menos! Liderado pela Soudal Quick-Step, Uno-X Pro e BORA-hansgrohe, lançou-se na tentativa de anular a aventura do sexteto. Viu-se rapidamente que não seria tarefa fácil. Foram 20 quilómetros de frenesim e loucura, num grande espetáculo do melhor ciclismo, e em terras lusas. Que privilégio!

À entrada de Tavira, parecia, enfim, que a fuga seria anulada, e a 300 metros da linha estava mesmo concretizada. Mas estavam todos os corredores no limite, incluindo os lançadores dos velocistas no pelotão… e estes próprios. Por isso, imagine-se os homens da fuga! Nestes, nem todos. Magnus Cort Nielsen ainda teve força para se lançar num longo sprint no falso plano ascendente para a meta.

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Incrivelmente poderoso, o dinamarquês resiste à chegada do pelotão e vence pelo segundo dia consecutivo. O próprio Filippo Ganna consegue ser segundo classificado, à frente do primeiro sprinter, o belga Jordi Meeus (BORA-hansgrohe), que foi o mais rápido do pelotão. Paul Penhoët ficou em quarto lugar e Valentin Madouas, outro dos fugitivos, em quinto. Que grande final de etapa!

Na classificação geral, Magnus Cort Nielsen lidera com 18 segundos de vantagem sobre o agora 2.º classificado Rui Costa (Intermarché-Circus-Wanty), após o 7.º lugar nesta etapa, a juntar às referidas bonificações. João Almeida (UAE Emirates) foi 42.º na etapa e ocupa a 10.ª posição da geral, a 28 segundos de Magnus Cort.

Classificações

Fotos EF Education-EasyPost Twitter

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