Enfim, a vitória que Julian Alaphilippe ansiava, que tanto precisava! Mas que não será suficiente… Explica-se: o francês, campeão mundial de 2020 e 21, sabe que este triunfo na 12.ª etapa da Volta a Itália, apesar da importância, não chega para devolvê-lo ao galarim em que estava há três ou quatro anos.

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Alaphilippe conquistou uma grande vitória, à imagem dos seus tempos áureos, mas não pode relaxar. Tem de continuar a ganhar, e em palcos de prestígio como este, sob o risco de ter sido um sucesso fugaz e de voltar rapidamente para o marasmo (de falta de resultados e uma consequente crise anímica) em que estava caído há mais de um ano.

Esperamos com expectativa a reação do diretor da Soudal Quick-Step, Patrick Lefevere, à vitória do seu corredor, que tanto e fortemente tem criticado, e que foi um dos responsáveis pelo desgaste psicológico deste. Por aquilo que conhecemos do assertivo e sarcástico belga, esperamos precisamente isso: o elogio aberto, mas onde se poderá descobrir segundas intenções. Aguardemos.

O melhor que Julian Alaphilippe tem a fazer é… mudar de equipa, mudar de ares. Na Alcateia, já não tem a confiança do líder, apesar desta vitória. Teria de ganhar os Jogos Olímpicos ou o voltar a conquistar o Mundial, mas para o conseguir terá de recuar ao melhor Loulou de sempre, e poderá não chegar com a fortíssima concorrência da nova geração de super-corredores.

Crédito da imagem: Giro d’Italia    https://twitter.com/giroditalia/status/1791166728044449897/photo/4

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