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A Volta a França 2026 será certamente uma das edições mais duras e interessantes dos últimos anos… A corrida arranca no dia 4 de julho, em Barcelona, e termina a 26 de julho, em Paris, depois de 21 etapas, dois dias de descanso, muita montanha e dois contrarrelógios: um coletivo logo no primeiro dia e um individual na terceira semana.

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Será a 113.ª edição do Tour de France e a terceira vez que a prova começa em Espanha. O percurso terá cerca de 3.333 quilómetros e passará pelos Pirenéus, Maciço Central, Vosges, Jura e Alpes.

Neste artigo tens tudo o que precisas ficar a saber sobre o Tour deste ano, das equipas às etapas, dos favoritos às notícias mais recentes. Está tudo mais abaixo.

Notícias recentes

Portugueses em prova

Não há portugueses confirmados para participação no Tour 2026. João Almeida não está (e não vemos outros portugueses no alinhamento da EUA Emirates-XRG) e Afonso Eulálio está fora da start lst inicial da Bahrain Victorious depois dum Giro fantástico.

Nelson Oliveira é assim o único português em ação no Tour este ano, após a confirmação pela equipa espanhola Movistar.


Onde ver
  • Como já é habitual em Portugal, os canais Eurosport asseguram a transmissão em direto de todas as etapas da Volta a França. Bastará consultar a programação para verificar a que horas começam a acompanhar cada etapa.
  • Na plataforma de streaming (paga) HBO Max também há transmissão em direto diariamente, sendo que aqui é provável que as tiradas comecem a ser acompanhadas logo desde o início.

Equipas / Start List

A Volta a França 2026 terá 23 equipas e 184 corredores à partida. Estarão presentes as 18 formações WorldTour, acompanhadas por equipas convidadas.

Entre as estruturas mais importantes para a classificação geral estarão UAE Team Emirates-XRG, Visma | Lease a Bike, Red Bull-BORA-hansgrohe, Lidl-Trek, INEOS Grenadiers, Decathlon CMA CGM, Movistar Team e EF Education-EasyPost.

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  • A UAE deverá alinhar totalmente em torno de Pogacar.
  • A Visma terá Jonas Vingegaard como líder absoluto.
  • A Red Bull-BORA-hansgrohe deverá apostar numa estrutura forte para Remco Evenepoel e Florian Lipowitz.
  • A Lidl-Trek chega com ambições múltiplas: geral, etapas e sprints intermédios.
  • A Alpecin-Premier Tech deverá ser uma das equipas mais importantes nas etapas rápidas e acidentadas, sobretudo com Mathieu van der Poel e Jasper Philipsen.

Data powered by FirstCycling.com


Favoritos

Tadej Pogacar

Tadej Pogacar parte novamente como grande referência. O percurso adapta-se bem ao seu perfil: montanha dura, etapas acidentadas, final explosivo e dois contrarrelógios onde pode ganhar tempo ou controlar os rivais.

A principal questão será perceber se consegue manter o mesmo domínio ao longo de três semanas.

Jonas Vingegaard

Jonas Vingegaard volta a ser o adversário mais óbvio de Pogacar.

O dinamarquês tem na alta montanha o seu melhor terreno e deverá olhar para a terceira semana como o momento ideal para tentar virar a corrida.

As chegadas alpinas, sobretudo Orcières-Merlette e Alpe d’Huez, parecem feitas para um duelo direto entre os dois.

Remco Evenepoel

Remco Evenepoel terá no contrarrelógio individual uma das grandes oportunidades para ganhar tempo.

A questão principal será a sua consistência nos dias de montanha mais longos e repetidos.

Se chegar à última semana perto dos melhores, pode ser candidato sério ao pódio.

Paul Seixas

Paul Seixas surge como um dos nomes mais interessantes da nova geração.

A correr em casa e com grande expetativa em França, pode lutar por um lugar importante na classificação geral ou pela camisola branca.

Juan Ayuso

Juan Ayuso tem talento suficiente para estar entre os melhores.

O percurso oferece-lhe oportunidades, sobretudo nas etapas de montanha e nas jornadas acidentadas. A regularidade ao longo de três semanas será o ponto decisivo.

Outros nomes a seguir

Além dos grandes favoritos, há vários corredores que podem marcar a corrida:

  • Tom Pidcock
  • Richard Carapaz
  • Florian Lipowitz
  • Mattias Skjelmose
  • Giulio Ciccone
  • Enric Mas
  • Tobias Halland Johannessen
  • Matteo Jorgenson
  • Lenny Martinez
  • Cian Uijtdebroeks

Sprinters e candidatos à camisola verde

Apesar da dureza do percurso, a Volta a França 2026 terá várias oportunidades para sprinters.

Jasper Philipsen deverá ser novamente um dos nomes mais fortes nas chegadas rápidas.

Tim Merlier, Arnaud De Lie, Biniam Girmay, Kaden Groves, Dylan Groenewegen e Olav Kooij também poderão estar entre os principais candidatos às vitórias ao sprint.

A camisola verde poderá, no entanto, não ser decidida apenas nas etapas planas.

Com vários dias acidentados, corredores como Mathieu van der Poel e Mads Pedersen também podem tornar a luta por pontos mais aberta.


Etapas e percurso
  • 1.ª etapa – 4 de julho
  • Barcelona – Barcelona
  • Contrarrelógio por equipas, 19,6 km

A corrida começa com uma prova coletiva contra o relógio. Não deverá decidir o Tour, mas pode colocar alguns candidatos à geral a perder tempo logo no primeiro dia.


  • 2.ª etapa – 5 de julho
  • Tarragona – Barcelona
  • Etapa acidentada, 168,5 km

Regresso a Barcelona num dia mais difícil do que o perfil pode sugerir. Será uma jornada para equipas fortes, puncheurs e favoritos atentos.


  • 3.ª etapa – 6 de julho
  • Granollers – Les Angles
  • Etapa de montanha, 195,9 km

Primeiro verdadeiro teste de montanha, ainda em solo espanhol/francês. A chegada a Les Angles pode começar a separar quem está realmente preparado para lutar pela geral.


  • 4.ª etapa – 7 de julho
  • Carcassonne – Foix
  • Etapa acidentada, 181,9 km

Dia perigoso, com terreno ideal para fugas. Não será a etapa mais dura da corrida, mas pode ser difícil de controlar.


  • 5.ª etapa – 8 de julho
  • Lannemezan – Pau
  • Etapa plana, 158,3 km

Primeira grande oportunidade para os sprinters. Pau volta a ser ponto importante no percurso do Tour.


  • 6.ª etapa – 9 de julho
  • Pau – Gavarnie-Gèdre
  • Etapa de montanha, 186,2 km

Primeira chegada em alto da Volta a França 2026. Gavarnie-Gèdre estreia-se como final de etapa e deverá obrigar os favoritos a mostrarem as primeiras cartas.


  • 7.ª etapa – 10 de julho
  • Hagetmau – Bordeaux
  • Etapa plana, 175,1 km

Dia favorável aos sprinters. Bordeaux é um dos locais mais históricos da Volta a França e deverá receber uma chegada rápida.


  • 8.ª etapa – 11 de julho
  • Périgueux – Bergerac
  • Etapa plana, 180,4 km

Nova oportunidade para os homens rápidos. Depois das primeiras montanhas, os sprinters voltam a ter espaço.


  • 9.ª etapa – 12 de julho
  • Malemort – Ussel
  • Etapa acidentada, 185,5 km

Antes do primeiro dia de descanso, o pelotão terá uma jornada propícia a fugas. Pode ser um daqueles dias em que os candidatos à geral tentam apenas não perder tempo.


Dia de descanso – 13 de julho – Cantal – Primeira pausa da corrida


  • 10.ª etapa – 14 de julho
  • Aurillac – Le Lioran
  • Etapa de montanha, 166,6 km

O Tour regressa com uma etapa dura no Maciço Central. Le Lioran é terreno de desgaste e pode provocar diferenças importantes.


  • 11.ª etapa – 15 de julho
  • Vichy – Nevers
  • Etapa plana, 161,3 km

Dia mais favorável ao sprint, embora o desgaste acumulado já possa dificultar o controlo total da corrida.


  • 12.ª etapa – 16 de julho
  • Circuit Nevers Magny-Cours – Chalon-sur-Saône
  • Etapa plana, 179,1 km

Outra oportunidade para os velocistas. A partida no circuito de Magny-Cours será uma das imagens diferentes desta edição.


  • 13.ª etapa – 17 de julho
  • Dole – Belfort
  • Etapa acidentada, 205,8 km

A etapa mais longa da corrida. O terreno favorece fugas fortes e ciclistas resistentes.


  • 14.ª etapa – 18 de julho
  • Mulhouse – Le Markstein Fellering
  • Etapa de montanha, 155,3 km

Entrada num bloco decisivo. Os Vosges voltam a oferecer terreno seletivo e podem começar a mexer seriamente com a classificação geral.


  • 15.ª etapa – 19 de julho
  • Champagnole – Plateau de Solaison
  • Etapa de montanha, 183,9 km

Chegada em alto e uma das etapas mais importantes antes do segundo descanso. O Plateau de Solaison estreia-se no Tour e pode provocar grandes diferenças.


Dia de descanso – 20 de julho – Alta Saboia -Última pausa antes da semana final


  • 16.ª etapa – 21 de julho
  • Évian-les-Bains – Thonon-les-Bains
  • Contrarrelógio individual, 26,1 km

O único contrarrelógio individual da corrida chega já na terceira semana. Pode ser decisivo para a luta pelo pódio.


  • 17.ª etapa – 22 de julho
  • Chambéry – Voiron
  • Etapa plana, 174,7 km

Dia teoricamente mais acessível antes da alta montanha final. Ainda assim, nesta fase da corrida, nenhuma etapa é completamente tranquila.


  • 18.ª etapa – 23 de julho
  • Voiron – Orcières-Merlette
  • Etapa de montanha, 185,2 km

Chegada em alto nos Alpes. A luta pela camisola amarela deverá entrar aqui na fase definitiva.


  • 19.ª etapa – 24 de julho
  • Gap – Alpe d’Huez
  • Etapa de montanha, 127,9 km

Primeira chegada ao Alpe d’Huez. Curta, intensa e com potencial para ataques fortes.


  • 20.ª etapa – 25 de julho
  • Le Bourg d’Oisans – Alpe d’Huez
  • Etapa de montanha, 170,9 km

A etapa rainha da Volta a França 2026. O Tour termina a montanha com nova chegada ao Alpe d’Huez, depois de uma jornada alpina muito dura.

Se a classificação geral ainda estiver em aberto, será aqui que tudo se decide.


  • 21.ª etapa – 26 de julho
  • Thoiry – Paris Champs-Élysées
  • Etapa plana, 133 km

A corrida termina em Paris, numa jornada que deverá misturar consagração, espetáculo e luta pela última vitória de etapa.


As etapas mais importantes da Volta a França 2026

Nem todas as etapas terão o mesmo peso na classificação geral. As mais importantes deverão ser:

  • 1.ª etapa: contrarrelógio por equipas em Barcelona
  • 3.ª etapa: primeira etapa de montanha para Les Angles
  • 6.ª etapa: chegada em alto a Gavarnie-Gèdre
  • 10.ª etapa: Le Lioran, no Maciço Central
  • 15.ª etapa: Plateau de Solaison
  • 16.ª etapa: contrarrelógio individual
  • 18.ª etapa: Orcières-Merlette
  • 19.ª etapa: primeira chegada ao Alpe d’Huez
  • 20.ª etapa: etapa rainha, novamente no Alpe d’Huez

A dupla chegada ao Alpe d’Huez é a grande imagem do percurso.

Não é habitual o Tour repetir a mesma chegada em alto em dias consecutivos, sobretudo numa montanha com este peso simbólico.


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