A edição de 2026 do Tour de França ficou marcada por recordes e feitos notáveis, consagrando-se não só como a mais rápida da história, mas também como uma das mais quentes das últimas duas décadas. Tadej Pogacar, o camisola amarela, percorreu os 3197 quilómetros da prova a uma velocidade média de 43,326 km/h, superando pela primeira vez a barreira dos 43 km/h.
🔙 Led by @decathloncmacgm , the peloton catches the 4 leaders. It’ll all come down to the final round!
🔙 Le peloton emmené par @decathloncmacgm rentre sur les 4 leaders. Tout se jouera dans le dernier tour !#TDF2026 pic.twitter.com/JtDvuhmiLM
— Tour de France™ (@LeTour) July 26, 2026
Para além da velocidade estonteante, a edição deste ano viu Tadej Pogačar (UAE Emirates-XRG) juntar-se ao restrito grupo de ciclistas com cinco vitórias em Grandes Voltas. A prova foi igualmente memorável pela excelente prestação dos ciclistas franceses, com destaque para Paul Seixas (Decathlon CMA CGM), que alcançou um impressionante quarto lugar na classificação geral. Já na 21.ª e última etapa, em Paris, foi Mathieu Van der Poel quem brilhou.
A etapa mais rápida de sempre
A velocidade média elevada foi uma constante ao longo da competição, mesmo após a passagem pelos Pirenéus na primeira semana. A etapa mais veloz foi a 11.ª, entre Vichy e Nevers, que foi concluída com uma média fenomenal de 50,910 km/h. A vitória nesta etapa foi decidida ao sprint, sorrindo a Soren Waerenskjold (Uno-X Mobility).
De acordo com as análises, este desempenho impressionante pode ser atribuído a fatores como o vento frequentemente favorável e a intensa batalha travada pelos líderes da classificação geral, que impuseram um ritmo forte em toda a corrida.
A mais quente desde 2007
Curiosamente, nem as condições meteorológicas adversas pareceram abrandar o pelotão. Segundo dados da ProCyclingStats, o Tour de 2026 registou uma temperatura média de 29,1 graus, tornando-se na edição mais quente desde 2007 e uma das mais exigentes dos últimos 20 anos.

