Após dois dias reservados aos velocistas, mudança de registo na Tirreno-Adriático. A quarta etapa, entre Greccio e Tortoreto, com quatro subidas curtas em circuito percorrido quatro vezes na fase final, foi terreno para corredores explosivos e/ou os favoritos à classificação geral.

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No topo da derradeira ascensão (de 3,2 quilómetros com quase 7% de média), Primoz Roglic impôs a sua capacidade de aceleração em subida e venceu à frente de Julian Alaphilippe (Soudal Quick-Step) e Adam Yates (UAE Team Emirates), que fecharam o pódio.

De certa forma, Roglic “vingou” a derrota do outro líder da Jumbo-Visma, Jonas Vingegaard, frente a Tadej Pogacar (UAE Team Emirates) na outra corrida do World Tour que se está a disputar esta semana, a Paris-Nice.

O novo líder da classificação geral é Lennard Kamna (BORA-hansgrohe) e Roglic o novo segundo posicionado, ascendendo João Almeida (UAE Team Emirates) à terceira posição, após ter sido oitavo na etapa, com o mesmo tempo do vencedor.

No final da etapa, Primoz Roglic era um corredor satisfeito. “É sempre bom vencer. É fantástico ver como recuperei bem da lesão e da intervenção cirúrgica. Trabálhamos muito, fizemos muitos sacrifícios, todos, a minha família e todos ao meu redor. É bom estar de volta e aproveitar”, disse.

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O esloveno reconheceu que o objetivo da equipa era trabalhar para a vitória de Wout van Aert, mas o belga caiu na aproximação à subida final (ver em baixo). “Estávamos claramente à procura de um resultado. Eu não era o plano A, o eleito era Wout [Van Aert]. Mas ele não teve sorte, eu estava mais à esquerda da estrada e consegui evitar a queda. Então mudámos rapidamente e fomos para o plano B”, explicou Roglic.

Outras notas dominantes da etapa foram então a queda conjunta de Tom Pidcock e Wout Van Aert, com o belga a colidir com o britânico e a acabarem no solo – aparentemente apenas com escoriações e algumas nódoas negras, e ainda a perda da camisola azul por Filippo Ganna, que não resistiu ao ritmo na última subida.

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Esta ficou marcada pelo ataque, a 700 metros da chegada, de Hugh Carthy (EF Education EasyPost), mas Vitor Lafay (Cofidis) e depois Primoz Roglic anularam a tentativa do britânico, com o esloveno a revelar-se o mais forte e a vencer.

O novo camisola azul, Lennard Kamna, disse: “Sinceramente, subestimei um pouco esta etapa. Não sabia que este dia ia ser tão difícil, com uma subida final tão dura. Só quando a fizemos a primeira vez percebi que seria difícil e desde logo vi uma oportunidade de conquistar camisola de líder”, afirmou alemão.

“Vamos tentar defender a camisola. Vai ser difícil amanhã, mas com certeza vamos tentar”. Na classificação geral, Lennard Kämna está seis segundos à frente de Primoz Roglic e oito segundos de João Almeida.

Classificações:

www.procyclingstats.com

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Fotografias: Twitter Team Jumbo-Visma

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