Tim Wellens ainda não regressou à competição após a terrível e absurda queda de que foi vítima na Volta à Flandres, a 2 de abril. O belga da UAE Emirates foi o primeiro a cair quando o polaco Filip Maciejuk (Bahrain Victorious) teve uma manobra perigosa e inusitada, saltando da berma para a estrada e abalroando vários corredores no pelotão.

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Vítima de uma fratura quádrupla na clavícula, Wellens tem tido semanas difíceis. “Os primeiros dias após a queda não foram muito agradáveis. Foram extremamente dolorosos. Esta foi a minha primeira fratura e… estava tudo a correr tão tranquilamente. Subestimei um pouco esse aspeto”, explica o classicómano à Het Laatste Nieuws.

Wellens só retomou os treinos no rolo duas semanas após a queda. “Alguns atletas fraturam a clavícula e voltam à bicicleta cerca de três dias depois, mas eu não pude fazer isso. Não conseguia”, explicou.

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Apesar desses tempos difíceis, Wellens não quer insistir na responsabilidade de Filip Maciejuk. “Nas redes sociais, ele foi tratado duramente após o incidente, o seu nome foi ‘atirado para a lama’. Claro, ele não deveria ter feito aquilo. Mas não houve intenção maliciosa. No dia seguinte, ele enviou-me uma mensagem muito simpática. Isso é o suficiente para mim”, contou o belga de 31 anos.

Todavia, o pior já parece ter passado e Tim Wellens já está concentrado no seu próximo objetivo: a Volta à França, onde terá a missão de apoiar Tadej Pogacar. “De meados de maio a início de junho, farei um estágio de altitude na Sierra Nevada com a equipa. Depois, correrei a Volta à Suíça. O objetivo é fazer parte da equipa para o Tour”, afirmou.

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Imagens: UAE Emirates e Tim Wellens Twitter

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