Está a chegar a altura do ano em que regressa a chuva e, como consequência, a lama e a sujidade relacionada, que afeta fortemente o look “limpinho” com que os teus sapatos de ciclismo se têm apresentado ao longo de todo o Verão.

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Sim, estamos a brincar, sabemos que mesmo nesta altura mais “seca” têm andado cheios de poeira! Mas é na mesma verdade que vêm aí os meses do ano em que temos de dar mais atenção aos acessórios, em particular aos cuidados de manutenção e estima dos sapatos de andar de bike.

Porque queremos que estejam sempre 1oo% operacionais, confortáveis, e que durem o mais possível, certo? Ainda para mais os modelos de BTT e gravel, cuja probabilidade de se sujarem é bem maior.

Seguem-se alguns cuidados a ter durante todo o ano e toda a vida útil dos sapatos de ciclismo.

1. Cuidados básicos

  • Guardar os sapatos num lugar fresco e seco, afastados de fontes de calor.
  • Evitar deixar os sapatos dentro do carro, por exemplo, onde podem ficar expostos a temperaturas mais altas e/ou a humidade durante períodos mais prolongados. Isto pode fazer com que as superfícies e as palmilhas fiquem deformadas.

  • Nunca expor os sapatos de ciclismo alíquidos ou produtos químicos agressivos e que possam danificar os materiais com que são feitos.

2. Cuidados de limpeza

A limpeza é certamente um aspeto muito importante no processo de prolongar a vida útil dos sapatos de ciclismo. E, sob o nosso ponto de vista e experiência, não é preciso usar nenhum produto ou utensílio em especial.

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Deixamos aqui alguns conselhos que resultam connosco:

  • Lavar os sapatos sempre com água fria ou morna, para evitar que os materiais ou as cores sofram alterações.
  • Utilizar sempre detergentes neutros e que, da mesma forma, sejam capazes de manter e respeitar os referidos materiais e cores.
  • Não utilizar escovas ou panos mais abrasivos; em vez disso, usar sempre escovas suaves ou panos macios e que não risquem as superfícies dos sapatos.
  • Não usar a máquina de lavar para limpar/lavar os sapatos, pois o processo pode ser demasiado agressivo e danificar/modificar os materiais.
  • Não usar a máquina de lavar para a limpeza do calçado da bicicleta, visto que o processo pode ser demasiado agressivo e ajudar a deformar os materiais.
  • Secar os sapatos ao ar livre e nunca expostos diretamente ao sol. Se usarmos um secador de cabelo para acelerar a secagem, o melhor é usá-lo na temperatura mais baixa possível. O calor aplicado diretamente pode estragar as partes coladas e algusn materiais sintéticos. Na secagem com um aquecedor ou radiador, colocar os sapatos a uma distância segura.

3. Cuidados com os sistemas de ajuste

O calçado técnico para a bicicleta recorre a diversos sistemas e soluções para o ajuste, fecho e adaptação aos pés. E cada sistema requer um tratamento e cuidados distintos para que funcione sempre bem e tenha uma vida útil mais longa.

Bandas/fitas/presilhas de velcro

Talvez o sistema mais popular (e mais barato…) dos sistemas de ajuste de sapatos de ciclismo. É também o mais simples de usar e manter. Duas dicas:

  • Manter as duas faces da presilha livres de terra, poeira e lama.
  • Soltar sempre as fitas devagar e com cuidado, para que mantenham a sua forma original durante mais tempo e com o máximo de aderência possível.

Bandas/fitas dentadas ou micrométricas

  • Mantê-las sempre bem limpas. Caso tenham muita lama, utilizar água abundantemente e numa pressão moderada e que seja suficiente para tirar a sujidade em causa. Isto antes de serem manuseadas/abertas.
  • Colocar corretamente a parte dentada na ranhura de aperto no momento de calçar o sapato e nunca forçar o mecanismo (pode partir…).

Sistemas de dial

  • Manter sempre limpas todas as partes das rodas, por dentro e por fora. É especialmente importante não abrir ou fechar o sistema quando este está coberto de lama, pois os cabos podem levar a mesma para dentro do mecanismo das rodas. Se lavarmos ou retirarmos sempre toda a sujidade, a probabilidade das rodas prenderem é menor.

  • Se as rodas entupirem ou encravarem, terás de as desmontar e limpar o interior na totalidade e com muito cuidado. Uma escova dos dentes serve perfeitamente para a missão. Lê as instruções antes de abrires as rodas…
  • Se algum dos cabos se partir, terás de substituí-lo de acordo com as instruções da marca dos sapatos.

  • Nunca forçar os mecanismos, já que estes são bastante sensíveis, regra geral. Especialmente os que são feitos de plástico, que sofrem mais desgaste à medida que o tempo vai passando.
  • Ir vigiando o estados dos cabos, pois pode ser preciso trocá-los quando ficarem em mau estado, já que é bastante chato se algum se partir durante uma volta de bike. isto também é válido no caso dos modelos que incluem aperto à base de atacadores. Ninguém quer perder uma prova porque se parte ou cabo do sistema BOA ou um atacador, certo?

4. Cuidados com as solas

Como é uma parte fundamental dos sapatos de ciclismo, também aqui existem cuidados que temos com as solas:

  • É importante escolhermos uns sapatos com uma sola específica para a vertente de ciclismo que praticamos. A ter em conta: a frequência com que temos de desmontar, a distância que percorremos nesses momentos e o tipo de terreno. Exemplo: pode não ser boa ideia escolher umas solas de carbono caso passemos a vida a desmontar em trilhos cheios de pedras! Isto no BTT, claro.

  • Nos sapatos de ciclismo de estrada, é importante irmos vigiando os pontos de apoio, pois estes promovem a instabilidade quando tentamos caminhar com os sapatos. Se possível, devemos substituir os que estiverem em mau estado. Assim podemos evitar situações menos cómodas e em que ter contacto da sola com o chão pode ser perigoso.

  • Nos modelos de BTT e gravel, devemos manter os pitons livres de pedras, lama e sujidade, para que possamos ter tração a caminhar e um encaixa perfeito nos pedais. E comodidade, claro.

5. Cuidados com os cleats e fixações

Como constituem aquilo que nos “une” à bicicleta, todos os cuidados são poucos:

  • Em primeiro lugar, relembramos que durante o processo inicial de bike fit devemos “tratar” do ajuste dos cleats e colocação nos pontos certos tendo em conta a nossa fisionomia de pés, pernas e joelhos. Para mais conforto, para evitar lesões e para tirar máximo proveito de cada pedalada.

  • Devemos manter os encaixes sempre limpos e livres de oxidação, isto no caso dos modelos de BTT e gravel.
  • Ir vigiando um eventual estado de deterioração, especialmente nos modelos de ciclismo de estrada, que são mais propícios a que as solas e outras partes de plástico se vão gastando e mudando de forma.

Fotos:

  • Arquivo GoRide.pt
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José Escotto
O nosso responsável pelo GoRide Espanha! Experiência na área do ciclismo (e do desporto em geral) não lhe falta e muito menos entusiasmo quando se trata de divulgar as mais recentes novidades de bicicletas e BTT.

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