Peter Sagan rejeita a ideia de que sua transferência para a TotalEnergies ProTeam é um primeiro passo para a reforma, insistindo que a sua carreira ainda está longe de estar encerrada, tal como as ambições de vitória. Desde logo, nas Clássicas da primavera e com as novas cores.

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O três vezes campeão do mundo completa 32 anos no dia 26 de janeiro e está prestes a iniciar a 13ª temporada no pelotão internacional. O corredor eslovaco saiu da Bora-Hansgrohe, perante a aposta da equipa alemã corredores mais jovens. Sagan e o seu agente, Giovanni Lombardi, procuraram, então, alternativas e encontraram-na na equipa TotalEnergies, liderada por Jean-René Bernaudeau, mobilizando com o prestígio do corredor diversos patrocinadores-chave como Sportful e Specialized para a equipa francesa, para onde foram contratados o seu irmão Juraj Sagan, além de Daniel Oss e Maciej Bodnar, corredores que estavam com Peter Sagan na Bora.

“Não me importo com o que as outras pessoas pensam. Se prestar atenção a tudo o que as pessoas dizem sobre mim, pode ser muito destrutivo”, disse Sagan ao jornal L’Equipe, insistindo que também não tem receio de não conseguir vencer, como antes.

“Não penso muito nisso”, disse. “É verdade que em 2020 só ganhei uma vez, mas foi um ano especial, com a pandemia de Covid, e não acho que possamos tirar conclusões a partir desse temporada”, e acrescenta:

“Não tenho receio, porque desde que comecei a competir aprendi uma coisa: quando me mantenho focado, o sucesso acaba por vir. Claro, tem de se ter vontade para fazer isso, mas sei que tenho. Se não ganhar um dia, começo tudo de novo no dia seguinte”, declarou Sagan.

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Sagan testou positivo para Covid-19 enquanto se preparava para seguir para o estágio da TotalEnergies em Espanha. Agora tem que ficar isolado até, pelo menos, dia 10, e depois fazer exames médicos antes de se juntar aos novos companheiros de equipe.

Sagan deveria fazer a estreia com as cores da TotalEnergies na Vuelta a San Juan, na Argentina, mas a corrida foi cancelada devido à pandemia e ainda não sabe onde dará as primeiras pedaladas competitivas. O ciclista admite que correrá mais em França em 2022, talvez optando pelo Paris-Nice em vez do Tirreno-Adriático, mas os seus objetivos permanecem os mesmos.

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“Ainda não sei onde vou começar a minha temporada. Como estou doente, com certeza terei de atrasar minha recuperação. Vai depender de como me sentirei. Mas meus objetivos continuam sendo as clássicas da primavera”, revelou.

“Os meus objetivos nesta temporada não são apenas pessoais. Sei bem que a equipe me recrutou para marcar pontos, para tentar entrar no WorldTour. Acho que podemos ir muito bem nas clássicas da Flandres, porque já existe um bom grupo em torno de Anthony Turgis, Nicki Terpstra, Edwald Boasson Hagen, Adrien Petit. E agora eu e meus companheiros de equipa de longa data, Oss e Bodnar”, concluiu Sagan.

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