Numa recente entrevista publicada pela própria organização das provas, Peter Sagan revelou a sua intenção de participar em duas corridas da série Titan: o Škoda Titan Desert Almería e o NEOM Titan Desert Saudi Arabia. Estas serão as suas duas primeiras provas de BTT por etapas desde que se retirou do ciclismo profissional.

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Sagan confessou que, neste primeiro ano fora do ciclismo de competição, o seu foco foi mudando ao longo dos meses. “Comecei o ano com objetivos e uma preparação diferentes. Tenho-me concentrado no BTT: na Taça do Mundo e nos Jogos Olímpicos. Tive alguns problemas cardíacos e perdi toda a forma que tinha vindo a trabalhar desde outubro. Então decidi que queria experimentar outras corridas com mais gente e apenas por diversão. É assim que estou agora, com vontade de desfrutar e estar em mais eventos a partilhar o percurso com as pessoas”.

Peter Sagan mostra-se satisfeito com a sua retirada e fala sobre a sua participação nas Titan Series de forma leviana.

Ao contrário do que muitos ex-ciclistas pensam, Sagan está feliz com a sua situação e não sente especialmente a falta da competição ao mais alto nível.

“Não saberia dizer o que sinto falta. Talvez seja porque competi durante demasiado tempo. Este ano estive no Tour da Hungria e pude ver todos os meus amigos do World Tour. Estive com Viviani, Cavendish, Wiśniowski e vários ex-colegas da Bora – Hansgrohe”, lembra.

“Antes da corrida o ambiente era muito bom. A etapa começou e aos 10 kms houve uma queda em massa. Pensei: ‘Sem dúvida, isto é algo de que não sinto falta’. Acho que neste momento quero focar-me noutras coisas”.

No entanto, isso não significa que ele não siga o ciclismo nem que não tenha os seus ciclistas favoritos. “Mathieu Van der Poel na temporada de clássicas, claro. Fez um trabalho incrível neste início de ano. Tadej Pogačar está a fazer um ótimo trabalho agora. Diria que são os únicos dois ciclistas que realmente se vêem a desfrutar em cima da bicicleta. Parece que ganham sem esforço. É o mesmo que diziam de mim na minha época. Embora na realidade haja imenso trabalho por trás, claro”, diz Sagan.

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Num momento da entrevista perguntaram-lhe qual era a sua vitória favorita, uma resposta algo difícil de dar. “É uma pergunta difícil. Ganhar três campeonatos do mundo seguidos é algo único. Também Paris-Roubaix e Tour des Flandres ou as sete camisolas verdes do Tour. Cada vitória tem algo diferente. Em Flandres e Roubaix ganhei com a camisola arco-íris, o que lhe dá um toque especial. Também sou o único do mundo com sete camisolas verdes e três campeonatos do mundo seguidos. Tudo é especial”.

Agora, como ciclista de BTT (foi o que praticou no início da sua carreira), destaca: “o BTT é muito mais divertido. Quando sobes um monte, depois a descida é muito mais divertida do que no ciclismo de estrada. Além disso, também podes cair, mas aqui pelo menos cais sozinho. No BTT, por exemplo, há um estilo mais agressivo do que na estrada. Na montanha vais ao máximo durante uma hora e 20 minutos. É mais intenso na subida e na descida. É necessário muita técnica e controlo da bicicleta para conseguir ser fluído”.

Sobre a sua participação nas duas provas Titan Series, Sagan conclui: “Só quero desfrutar. Espero conseguir terminar, nunca se sabe. Mas sim, estou com muita vontade. Vai ser uma nova experiência para mim e é isso que eu quero: uma nova aventura”.

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Crédito das imagens: Titan World Series

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