O diretor da Deceuninck-QuickStep, Patrick Lefevere, fez uma polémica afirmação sobre o iminente regresso do sprinter Sam Bennett à Bora-Hansgrohe. O belga comparou-o a “mulheres que voltam para casa após terem sido vítimas de violência doméstica”. Os comentários foram feitos na crónica semanal assinada por Lefevere no jornal Het Nieuwsblad.

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Sam Bennett é corredor da Deceuninck-QuickStep há duas temporadas. O sucesso que o irlandês alcançou na equipa belga elevou-o ao estatuto de um dos melhores velocistas do mundo, concretizado com a conquista da camisola verde no Tour de França de 2020.

No entanto, uma lesão no joelho contraída por Bennett na véspera da edição deste ano da corrida gaulesa levou os responsáveis da Deceuninck-QuickStep a substituírem-no por Mark Cavendish.

 

Nessa altura já era de conhecimento público que Bennett estava a caminho da Bora, a equipa que abandonara em 2019 para Deceuninck-QuickStep, numa transferência que envolveu controvérsia, com o irlandês a afirmar-se insatisfeito com a forma como foi deixado de fora dos planos da equipa alemã para o Giro de Itália e o Tour desse ano, tendo sido preterido pelo germânico Pascal Ackermann. Bennett acabou por ser autorizado a trocar de equipa, apesar de ter assinado uma carta de intenção para ficar na Bora.

No entanto, a relação com Patrick Lefevere azedou após a lesão no joelho este verão. Primeiro, em declarações públicas, o belga colocou em causa a gravidade da lesão de Bennett e ao mesmo tempo questionou a resiliência mental do corredor, ameaçando, ainda, demiti-lo ou reduzir o seu salário.

No referido artigo de opinião, Lefevere fala sobre a força mental de vários dos corredores com quem trabalhou no passado, de Johan Museeuw a Frank Vandenbroucke, e a atual geração sob o seu comando.

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“Nunca tive corredores mentalmente instáveis na minha equipa, mas havia ‘alguns especiais’. Rémi Cavagna não é um tipo nervoso, o seu hobby é a pesca, mas às vezes deixa-se atingir por stresse. Há quem diga que Remco Evenepoel não sabe andar de bicicleta, mas no início Rémi tinha medo de pegar num bidão ou até de levantar a mão do guiador quando ganhava. Está tudo entre as orelhas. Tim Declercq é um corredor muito inteligente, mas ‘engasgou’ quando teve de estar em fuga sozinho”, escreveu Lefevere.

 

“E por último, mas não menos importante, há Sam Bennett. Para mim, ele é o auge da fraqueza mental”, observou Lefevere. “Após ter saído da Bora e de contar a todos sobre como terá sido ‘intimidado’ na equipa, regressar quatorze meses depois é o mesmo que as mulheres que ainda voltam para casa depois de violência doméstica”, declarou o diretor da Deceuninck-QuickStep.

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