O corredor da equipa norte-americana Denver Disruptors e estagiário desde agosto na Israel-Premier Tech, Riley Sheehan foi protagonista de uma das maiores surpresas da temporada 2023 ao vencer no último domingo a 117.ª edição da Paris-Tours! Aos 23 anos, o primeiro norte-americano a ganhar a prestigiada clássica francesa conquistou, naturalmente, o maior sucesso da ainda curta carreira.

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Num final de corrida carregado de suspense, Sheehan impôs-se num quinteto destacado do pelotão que se apresentou à discussão do triunfo na reta da meta, na Avenue de Grammont, batendo Lewis Askey (Groupama-FDJ) e Tobias Halland Johannessen (Uno-X Pro), Joris Delbove (St Michel-Mavic-Auber93) e Olivier Le Gac (Groupama-FDJ).

 

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O campeão europeu Christophe Laporte (Jumbo-Visma) dominou o sprint do pelotão pelo 6.º lugar, com o duplo detentor do título Arnaud Démare (Groupama-FDJ) apenas em oitavo. Na última corrida das respetivas carreiras, o belga Greg Van Avermaet (AG2R Citroën) e o francês Tony Gallopin (Lidl-Trek) concluíram a clássica nos 58º e 64º lugares, respetivamente.

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O vencedor-surpresa Riley Sheehan tinha como referência apenas o 9.º lugar no Maryland Cycling Classic há um mês e uma vitória em corridas da UCI na Joe Martin Stage Race (juntando-lhe duas etapas) em maio. Não o suficiente para fazer este corredor do Colorado, entusiasta do ciclocrosse, um potencial ganhador de uma famosa corrida de um dia do ciclismo mundial. No final, o jovem americano não continha o entusiasmo.

“É especial, esta vitória significa tudo para mim, ganhar uma corrida tão especial como o Paris-Tours, estou sem palavras. É ótimo, poderá ser um ótimo começo para minha carreira. O único plano, para mim, que tínhamos para a corrida era que ficasse na frente, o mais calmo possível. Nos últimos quilómetros até estávamos bem colocados na frente para lançar para os nossos velocistas”, começou por afirmar Riley Sheehan.

 

“Mas consegui resistir aos ataques nas subidas, e dei por mim com um grupo isolado. O sprint final foi brutal. Quando entrámos destacados sabia que chegaríamos ao fim à frente, por isso fiquei um pouco nas rodas, estava na posição perfeita. Quando o corredor de Saint Michel (Joris Delbove) lançou o sprint, segui-lhe a roda. Foi o correto. Depois disso, acelerei e não olhei para trás. É fenomenal para minha carreira, mal posso esperar pelo que vem a seguir!’, afirmou o vencedor.

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Um dia depois de Thibaut Pinot despedir-se da carreira na Volta a Lombardia, outro corredor francês retirou-se oficialmente da competição, no último domingo, na Paris-Tours: Tony Gallopin! Aos 35 anos, Gallopin cortou a meta em apoteose, ladeado por companheiros de equipa, que lhe prestaram uma magnífica homenagem.

 

“Foi um dia magnífico. Sinceramente, não poderia ter sonhado com melhor. Lutei para ajudar os meus companheiros até o fim. É um dia incrível que permanecerá para o resto da minha vida. Esse momento com minha família, meus amigos, os fãs… Arrepiou-me, é incrível”, declarou Gallopin, que a partir do próximo ano será diretor de desportivo da equipa Lotto Dstny.

A segunda despedida no Paris-Tours foi a do belga Greg van Avermaet. No final, o consagrado classicómano encerra uma carreira de 17 anos com 42 vitórias, incluindo uma Paris-Roubaix (2017), um título olímpico de fundo (2016), duas etapas do Tour de França (2015 e 2016), duas Omloop Het Nieuwsblad (2016 e 2017), dois Grand Prix de Montréal (2016 e 2019), uma Ghent-Wevelgem (2017) e ainda uma Paris-Tours (2011).

“Foi muito especial. Ainda me divirto muito nas corridas, mas meus resultados não estão acompanhando e não vão melhorar com a idade. Tomei a decisão. Estou feliz por ter aproveitado as últimas corridas da minha carreira para me divertir e sair bem. Creio que tive uma ótima carreira e pará-la não será fácil. Mas estou feliz por fazê-lo em grande estilo, numa corrida que ganhei em 2011, a minha primeira vitória numa clássica”.


Imagens Paris-Tours Twitter

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