Muriel Bouhet é a Brand Marketing Manager do grupo que produz as bicicletas das marcas Ghost e Lapierre, entre outras, mas, para grande surpresa nossa, é também uma forte praticante de BTT e ciclismo.

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Aliás, terminar a mais recente edição do Titan Desert, prova em que também estivemos presentes, foi algo quase “normal” para esta atleta francesa, que é também uma profissional deste nosso sector, que tantas particularidades apresenta.

Então, onde ser tocam estas duas “esferas”? E porque é que uma marca como a Ghost patrocina uma prova como o Titan? E qual a filosofia das marcas em questão, sem esquecer a Lapierre? Em conversa animada, entre uma etapa ou outra da prova marroquina, ficámos a saber algumas coisas interessantes…

Sabíamos que praticavas XC/XCM, mas não sabíamos que foste por duas vezes campeã francesa de XCM! E que és uma habitué do Titan! Como te correu esta edição de 2022?

Esta edição foi uma pouco mais “desértica” do que outras edições, com muito pouco desnível. É certo que faz falta termos todo o tipo de percursos, para agradar um pouco a todos, mas acho que teria sido preciso mais umas subidas para romper um pouco a monotonia. A força mental foi um ponto chave para terminar este Titan, sendo assim.

E qual o próximo desafio?

De momento não tenho nada pensado a curto prazo. Mas é possível que me entusiasme e me inscreva no Titan da Arábia Saudita que aí vem no próximo mês de Dezembro.

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É importante para uma marca como a Ghost patrocinar uma prova como o Titan?

O Titan é uma referência no ciclismo nacional e internacional, sendo que ter uma Ghost como bicicleta oficial da prova é uma prova do nosso compromisso com este desporto e com as mais emblemáticas provas de longa distância.

Quando vemos os participantes a cruzarem a meta em cada dia percebemos que não se trata apenas de uma corrida de bicicletas, mas também de um desafio de espírito de superação, emoção e paixão pelo ciclismo. valores estes que coincidem com os da Ghost.

És “suspeita” para falar, mas o que achas da nova Ghost Lector de 2022? Até na Taça do Mundo de XCO está “a dar cartas” este ano…

Há que recordar que a Ghost arriscou bastante ao apostar na criação de uma BTT de suspensão total destinado ao XC. Sair da linha de design habitual que muitas bicicletas deste segmento adotam… Vários fabricantes abandonam a sua identidade para seguirem tendências novas, mas nós preferimos continuar a apostar nas nossas ideias.

Isto não significa que as nossas bicicletas são melhores ou piores que as outras, mas este caminho é admirável quando se fala de ter confiança para criar uma suspensão total com um caracter muito próprio. Esta nova Ghost Lector FS surpreende a todos os níveis e é certamente uma das bicicletas de XC ou XCM com mais personalidade do momento.

O vosso grupo empresarial representa duas marcas com produtos muito similares e com uma extensa trajetória neste mercado. A Ghost e a Lapierre complementam-se ou são concorrentes?

A Ghost e a Lapierre são marcas com identidades e histórias muito diferentes. Nalguns segmentos acabam por enfrentar-se, por assim dizer, mas o mais importante é que mantenham sempre cada uma a sua filosofia no desenvolvimento de novos produtos e da imagem de marca respetiva.  

A tua experiência em competições de BTT ajuda-te a interpretar melhor o mercado das bicicletas?

Estar dentro das provas e ser praticante de BTT ajuda-me a entender melhor o mercado, as tendências, os ciclistas. As suas expetativas, motivações e hábitos.

Podemos dizer que a Ghost e a LaPierre são duas marcas que têm estado um pouco “adormecidas” em Portugal… Há nova estratégia, o que vai mudar?

Temos muito trabalho pela frente, efetivamente, para melhorar a nossa presença no mercado português. Será uma das nossas prioridades num futuro muito próximo. E sem dúvida de que temos vontade de fazer as coisas bem feitas!

Achas que as bicicletas de mobilidade podem “roubar” vendas ao mercado das BTT?

Penso que não, pois não estamos a falar do mesmo público. A bicicleta não é apenas para desportistas, é verdade, já que é um meio de transporte com muitas vantagens num ambiente urbano. Mas há oportunidades de negócio em todos os segmentos, ao mesmo tempo que as grande cidades têm ainda muito a melhorar nas infraestruturas destinadas aos ciclistas…

Por fim, o que pensas do nosso projto GoRide? Somos ainda um projeto “jovem”, mas estamos a crescer rapidamente e temos muitas novidades em preparação…

Ficamos contentes por vermos um projeto como o vosso a funcionar bem em Portugal. Apostar em conteúdos 100% digitais é o passo e a aposta certa. Desejo-vos uma longa vida!

Mais info:

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Nuno Margaça
Homem ou máquina? Ficamos na dúvida... Mas será que estar à beira de ter dez Titan Desert nas pernas não é suficiente para termos a resposta...? Um dos mentores do projeto GoRide.

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